GOUVEIA (Francisco Velasco de).— JUSTA ACCLAMAÇÃO DO SERENISSIMO REY DE PORTUGAL D. JOÃO O IV. Tractado analytico, dividido em tres partes. Ordenado, e divulgado em nome do mesmo Reyno, em justificação de sua acção. Dirigido ao Summo Pontifice da Igreja Catholica, Reys, Principes, Respublicas, e Senhores Soberanos da Christandade. Composto pelo Doutor Francisco Velasco de Gouvêa, Portuguez, Cathedratico jubilado em Canones na Universidade de Coimbra, Arcediago de Villanova de Cerveira, na Igreja Primacial de Braga. Á custa dos tres Estados do Reyno. Segunda edição correcta em 8.º Lisboa: Typ. Fenix. 1846. In-8.º gr. de XV-I-632 págs. E.
É a segunda edição da obra, publicada pela primeira vez em 1644 e que, por Assento de 1767 e de ordem do Marquês de Pombal "e sob a sua influencia, 'se julgou e decidiu' contra o voto e opinião geral de mais de um século, que o livro 'Justa Acclamação' não era do doutor Velasco [...] e ahi vem qualificado o mesmo livro de informe, absurdo e ignorante"; "Assim se pretenderam impugnar os principios consagrados n'este livro (cuja fabricação se attribuiu então aos jesuitas) com respeito á soberania nacional, invocada pelas côrtes de 1641, para legalisar e justificar a escolha de D. João IV para rei, e a exempção do dominio de Castella"; continuando a citar Inocêncio: "A primeira edição tornou-se mais rara depois do referido assento, porque o Marquez mandou recolher e inutilisar todos os exemplares que opôde haver à mão". Francisco Velasco de Gouveia foi preso pela Inquisição e em Coimbra em 17 de Agosto de 1631 "sahira reconciliado no auto da fé por culpas de judaismo".
Encadernação da época, com lombada de pele gravada a ouro.
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