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FERREIRA (Jaime).— O CRIME DO MOÍNHO DO URZAL. Depositária: Livraria Figueirinhas. Pôrto. [1945]. In-8.º de 271-III-[II] págs. B.

Curioso livro de Jaime Ferreira que se refere a uma estrondoso caso ocorrido em 1929, quando um homicídio resultou num erro judicial, cuja história acabou na boca do povo, adaptada e cantada por músicos ambulantes e levada ao palco pela União dos Tarcísios do Porto. Edição acompanhada de uma importante secção de «Notas e elementos biográficos que decorre entre págs. 257 a 271.
“Enchendo de júbilo os milhares de portugueses que seguiram, atentos, de alma e coração, o decorrer de cada uma das vinte audiências do terceiro julgamento do oficial de diligências dos Arcos-de-Valdevez, a notícia da absolvição demonstrou, aos mais incrédulos, que não devemos, nunca, desesperar nem pôr em dúvida a justiça dos homens.
“Quási doze anos de prisão injustificada, é martírio que pode abalar o corpo e perder a alma. Mas o Abílio Soares da Silva, resignado e estóico, soube sofrer e esperar a hora sublime de redenção - e essa hora, embora tarde, chegou de muita luta e de muita persistência do venerado Prior da Caparica, amparo dos pescadores e assistente espiritual dos reclusos de Caxias. [...]”.
O ‘Prior da Caparica’ de seu nome Baltazar Diniz de Carvalho, natural de Niza, fundador da várias instituições de beneficência na Costa da Caparica e na Trafaria, restaurou ainda as igrejas do Monte do Monte, da Costa e da Trafaria, promoveu a organização da J. O. C. nos povos da Costa da Caparica e da Trafaria e a fundação do Apostolado da Oração na igreja paroquial do Monte da Caparica.
Em 1945 publicou os livros «Romeiro da Verdade eda Justiça», sobre o crime do Moinho do Urzal, e «Alguns aspectos tristes do Problema Social», conferência realizada no salão nobre do Clube Fenianos, do Porto.

Capa da brochura ilustrada com o pormenor de uma fotografia da autoria de Jaime Ferreira.
Exemplar com dedicatória do autor.

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