[LOPES (Joaquim José Pedro)].— RELAÇÃO // DOS // FACTOS PRATICADOS // PELA COMMISSÃO // DOS // COMMERCIANTES DE VINHOS, // EM LONDRES, // ‘Correspondentes da Companhia Geral da Agricultura // das Vinhas do Alto Douro, no Porto:’ // Em consequencia da Petição appresentada á Camara // dos Communs em 12 de Julho de 1812, por cer- // tas pessoas, que se intitulão // MEMBROS DA EXTINCTA FEITORIA. // OFFERECIDA // AOS SENHORES NEIVA, E SÁ, // ‘Agentes da Companhia em Londres.’ // Com hum Appendix, que contém Documentos, // Explicações, e Illustrações. // [...] // TRASLADADA DO ORIGINAL INGLEZ // POR // J. J. P. L. // —— // LISBOA, // NA IMPRESSÃO REGIA // —— 1813. // [travessão de composição tipográfica] // ‘Com Licença.’ In-4.º peq. de 171-I págs. B.
Livro publicado apenas com as iniciais do tradutor, importante para a história das relações comerciais entre os produtores de vinhos do Porto e os ingleses, intervenientes desde a mais longa data na produção e comercialização vinícola portuguesa.
A título informativo recordamos que foi dada à luz da imprensa no mesmo ano e também nos prelos da Imprensa Régia a ‘Continuação da relação dos factos praticados pela Comissão dos Comerciantes de vinhos’.
Sobre o autor diz Inocênco no ‘Dicionário Bibliográfico’: “Destinando-se para seguir a vida commercial, frequentou, segundo creio, o curso da aula respectiva, e adquiriu sifficiente conhecimento das linguas ingleza e franceza. Diz-se que fôra durante algum tempo caixeiro de uma loja, ou estabelecimento de generos de mercearia: era de talento mediocre; porém como tivesse bastante inclinação para as letras, e desejo de instruir-se, procurou haver tracto com os que as cultivavam, e preferiu sobre todos o P. Agostinho de Macedo, a quem tomou por mestre e guia, travando com elle estreita amisade, cujos laços duraram por mais de vinte annos, desde 1811 até á morte do padre em 1831. — Conseguindo ser em 1813 incumbido da redacção da ‘Gazeta de Lisboa’, os proventos d’este cargo, e os que adquirira por outras publicações lhe facilitaram meios, não só para subsistir commodamente a sua familia, mas para empregar o excedente na comprade livros; e começou a formar uma livraria, que tornada cada vez mais copiosa pelo tempo adiante, constava a final de alguns milhares de volumes, entre os quaes muitos de preço, no que dispendeu, segundo ouvi, para mais de dez contos de réis. A sua mui pronunciada adherencia ás doutrinas monarchico-absolutas, que advigava já por convicção propria, já pela necessidade de desempenhar o encargo de redactor do periodico official, foram causa de que soffresse por vezes alguns contratempos nas vicissitudes politicas do reino de 1820 em diante, até ser em Julho de 1833 destituido de todos os logares e commissões que exercia. [...]”.
Capa da brochura em papel de fantasia.
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