SANTOS (Maria Emilia Madeira).— NOS CAMINHOS DE ÁFRICA. Serventia e Posse. (Angola - Século XIX). Lisboa. [Edição: Ministério da Ciência e da tecnologia. Instituto de Investigação Científica Tropical. Centro de Estudos de História e Cartografia Antiga]. In.-4.º de XVI-606-[II] págs. B.
“O problema tratado no livro, agora organizado, foi-se definindo ao longo dos anos e exigindo uma exitência própria. Em 1976, enquanto progredia na redacção das Viagens de Exploração Terrestre (...), apercebia-me de que os caminhos de África excediam em muito, - no tempo, na extensão e no uso — os itinerários dados a conhecer por exploradores e comerciantes europeus. O trabalho permitiu-me verificar a existência (a partir do século XVI), de duas Histórias de África, ligadas entre si pelos caminhos abertos desde o litoral até ao interior e vice-versa. A extensão dos caminhos aumentou com o passar dos séculos, nem sempre de forma contínua, mas através de um processo marcado por avanços e retrocessos de uma fronteira dinâmica. [...] Na vedade os avanços e os recuos são simultâneos, mas não podemos sistematicamente identificar “uns” com os Europeus e “outros” com os Africanos. [...]
“Para compreender a interacção das duas frentes temos de conhecer a história dos caminhos, os canais físicos por onde circulavam, pela força ou pelo interesse próprio, homens de origens opostas, mercadorias, saberes, culturas, guerras e identidades. Descobrir em que sentidos corriam os fluxos nessas vias, quem as abriu ou as fechou, e porque o fez. [...]”.
Edição profusamente ilustrada em folhas impressas à parte.
Índice: I. Perspectiva do comércio sertanejo do Bié na segunda metade do séc. XIX; II. Trajectória do comércio do Bié; III.Tecnologias em presença: Manufacturas europeias e artefactos africanos (c. 1850-1880); IV. Rituels et commerce à longue distance en Angola (seconde moitié di XIX ème siècle); V. Os Lozi e o Zambeze: A água e a organização do espaço; VI. O Estudo da hidrografia numa região de civilizações de terra, a África Austral; VII.Travessias científicas da África: Recursos e dependências; VIII. Das travessias científicas à exploração regional em África: Uma opção da Sociedade de Geografia de Lisboa; IX. Ultimato, espaços coloniais e formações políticas africanas; X. A Relação Litoral-Interior na dinâmica da abertura da África ao mundo exterior (Angola, Século XIX).
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