
QUEIRÓS (Eça de).— O MANDARIM. Ilustrações de Rachel Roque Gameiro. Porto. Livraria Chardron. 1927. In-4.º de XI-II-123-I págs. E.
A propósito do projecto editorial da Livraria Chardron em publicar algumas obras de Eça de Queiroz ilustradas, recorda A. Campos Matos no livro «Ilustrações e Ilustradores na Obra de Eça de Queiroz»: “[...] Só em 1927 [...], ou seja, vinte e sete depois da sua morte, os sucessores dos editores franceses, na Empresa Lello [aliás Livraria Chardron], empreenderam uma edição ilustrada, [...], que viria a limitar-se a quatro títulos;’O Crime do Padre Amaro’, ‘O Primo Basílio’, ‘Os Maias’ e ‘O Mandarim’. Alberto de Sousa ilustrou os três primeiros. Raquel Roque Gameiro, o último. Quando em 1926 a Lello decidiu fazer esta edição ilustrada começou por consultar a viúva do escritor. A sua intenção era começar por ‘O Crime do Padre Amaro’ o que suscitou, desde logo, o desagrado de Emília de Castro, receosa de que as ilustrações agravassem o tema para ela escaldante da obra. Nos arquivos da Lello pudemos consultar uma carta em que ela aconselhava os editores a escolher, para ilustrar, obras menos polémicas, ou seja, as da última fase. Esta não abalou a decisão da editora que, em 1927, publicava ‘O Crime do Padre Amaro’, ‘O Mandarim’ e ‘Os Maias’ em 1928, ‘O Primo Basílio’.
Edição cuidada, acompanhada de um retrato do autor por Guedes de Oliveira, profusamente ilustrada nas páginas de texto e com duas estampas impressas à parte e a cores com trabalhos de Raquel Roque Gameiro.
Boa encadernação com larga lombada e cantos de pele, com rótulos, nervuras e ferros gravados a ouro. Com as capas da brochura e a respectiva lombada preservadas.
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