AMEAL (João) & GUIMARÃES (Luís de Oliveira).— AS CRIMINOSAS DO CHIADO. 1925. Edição de João Romano Torres & Cª. Lisboa. In-8.º de 210-II págs. E.
“A maior parte das pessoas que lerem este livro. hão-de pensar que êle não é mais do que a colaboração de duas fantasias. Nada mais errado. O que êle é — é a aliança de dois depoimentos. Não se trata duma novela policial, com personagens feitos de propósito, no eterno formato dos herois de aventuras — nem se trata de um enrêdo lisboeta servindo de pretexto a divagações literárias. As «Criminosas do Chiado» existem. É preciso afirma-l’o categoricamente, sem deixar ficar de pé os equivocos perigosos. Existem as «Criminosas do Chiado». Não se chamam assim. Não será unicamente o Chiado o campo do seu dominio. Por toda a parte, em todos os paizes -- êsse grupo a negro e oiro, êsse grupo de sombra e de luz electrica, com um pé nas esquinas desertas e outro pé na algazarra babilonica dos clubs, êsse grupo existe, floresce e ameaça. Esta é a verdade absoluta. E os que a negarem — são os ignorantes que irão deixar-se surpreender pelas «Criminosas do Chiado» na primeira rua escura ou que irão deixar-se estontear por elas na primeira sala de jazz-band...”.