CHAGAS (Manuel Pinheiro).— POEMA DA MOCIDADE seguido do ANJO DO LAR... Lisboa. Livraria de A. M. Pereira. [Imprensa de J. G. de Sousa Neves — Rua do Caldeira, 17]. 1865. In-8.º de 243-I págs. E.
Primeira edição, bastante rara, ilustrada com um retrato original do autor, em meio corpo, fardado, com ‘dragonas’, assinada à mão ‘A. G. Oliveira’. Neste volume, que reúne o «Poema da Mocidade» e o poemeto «Anjo do Lar», o autor abre com uma ‘Invocação à mocidade’ onde faz uma censura à juventude, defendendo os cânones do saudosismo ultra-romântico. No final, com a célebre ‘Carta de António Feliciano de Castilho’ a quem o autor dedica este volume, que viria a suscitar a ruidosa polémica ‘Bom Senso e Bom Gosto’ iniciada por Antero de Quental com uma contundente ‘Carta ao Excellentissimo Senhor Antonio Feliciano de Castilho’.