
HERCULANO (Alexandre).— O MONASTICON. [...]. Tomo I. EURICO O PRESBITERO. [...]. Antiga Casa Bertrand — José Bastos — Editor. Lisboa. [Typ. de Francisco Luiz Gonçalves. 1906]. Tomo II. O MONGE DE CISTER. [...]. Antiga Casa Bertrand — José Bastos — Editor. Lisboa. [Typ. a vapor da Empreza Litteraria e Typographica. Porto]. 3 vols. In-8.º de IX-[I]-308-II; XIV-II-298-II & 376-II págs. E.
Colectânea constituída por duas Obras de Alexandre Herculano, onde o autor procura o retrato de dois diferentes períodos da História que antecederam a formação de Estado português. O primeiro, desenvolvido em pleno século VIII, durante o declínio do reino visigótico e a invasão árabe na Península; o segundo, conforme revela o título da obra [O Monge de Cistér ou a época de D. João I], tem como cenário a dinastia de Avis, com D. João I, O Rei da Boa Memória.
Diz Ofélia Paiva Monteiro na «Enciclopédia Verbo das Literaturas de Língua Portuguesa — Biblos»: ‘Eurico’ e ‘O Monge de Cister’ — as obras que constituem o conjunto que denominou ‘O Monasticon’ — prendem-se (...) ao conflituoso diálogo de H. com a Igreja Católica, mostrando “as agonias íntimas» a que ela condena os seus ministros, impondo-lhes a solidão desumana do celibato (prólogo de ‘Eurico’); na representação, em ‘Eurico’, da decadência dos Visigodos (guerra civil, ambições torpes da nobreza, luxo do clero, miséria do povo prostituído aos poderosos) insinua-se o desenganado juízo do escritor sobre o Portugal do seu tempo, tal como a sua ideologia sociopolítica ilumina os conflitos e as personagens que mostram, n’ ‘O Monge de Cister’, a ciosa prepotência dos grandes, as justas reivindicações burguesas ou a montagem do centralismo régio numa aliança com o povo mais devida ao voto de diminuição do poder nobre do que a convicções filantrópicas (...)”.
Encadernações da época, com as lombadas de pele. Com uma assinatura nos frontispícios.
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