MATERIA MEDICA Physico-Historico-Mechanica

SARMENTO (Jacob de Castro)

1758
Ref: 41005|350.00
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MATERIA MEDICA Physico-Historico-Mechanica

SARMENTO (Jacob de Castro).— MATERIA MEDICA // 'Physico - Historico - Mechanica' // REYNO MINERAL // PARTE I. // A que se ajuntam, // Os principaes Remedios do prezente Estado da MATERIA // MEDICA; como Sangria, Sanguesugas, Ventozas Sar- // jadas, Emeticos, Purgantes, Vesicatorios, Diureticos, // Sudorificos, Ptyalismicos Opiados, Quina Quina, e, em // especial, as minhas AGOAS de INGLATERRA. // Ediçam nova, corrigida, e repurgada, a que se accrescen- // tam por continuaçam desta Obra, para fazela Completa, // OS // REYNOS VEGETAL, e ANIMAL. // PARTE II. // Por J. DE CASTRO SARMENTO, M. D. // DO REAL COLLEGIO dos Medicos de Londres, e Socio da // SOCIEDADE REAL. // [...] // Impresso em LONDRES: // Em Caza de GUILHERME STRAHAN. MDCCLVIII. In-4º gr. de 14-LI-I-580-XXII págs. E.

Obra pela primeira vez publicada em Londres em 1735, nesta segunda edição, ampliada com a segunda parte.
Augusto d’Esaguy diz no livro «Jacob de Castro Sarmento»: Foi no ano de 1731 que Jacob de Castro Sarmento iniciou os estudos preparatórios para arrumação e publicação do livro ‘Materia Medica’, cuja primeira metade saiu em Londres no ano de 1735.
“A crítica desta obra, primeiro ensaio para uma farmacologia portuguesa, foi realizada pelos próprios lentes da Universidade de Coimbra [...], crítica publicada numa carta inclusa na 1.ª edição da ‘Materia Medica’. [...]
“Nessa carta os preclaros e insignes doutores da Universidade de Coimbra qualificam-lhe a invenção de «Agoa para as sezões, febres continuas e todos os mais achaques». Referem-se os lentes também ao Dr. Fernando Mendes, primeiro manipulador da dita água, e comparam Sarmento a Zacuto e Amato, igualando-os no saber e na fama, exaltando-o como filho e honra de Portugal, cultivador insigne da nossa língua e «glória da medicina».
“Completada a obra em 1758, Castro Sarmento dedica-a ao Duque de Lafões, D. Pedro Henrique de Bragança.
“Abre o famoso livro com um esboço, prefácio histórico, oferecido aos professores de medicina do «Reyno, e Dominios de Portugal», como era usança na época, e no prefácio dá-nos conta, num balanço rápido e honesto, da soma de conhecimentos, desde o estado da medicina entre os Gregos ao estado da medicina entre os Arábios, até à restauração das ciências, e depois o estado da medicina desde a restauração das ciências em 1453 até ao tempo presente, com notas preciosas sobre a medicina do tempo de Sarmento, salpicando o douto prefácio com apontamentos sobre a história de Portugal e a história das Ciências entre nós.
“Todo o livro é um reflexo das «doutrinas mecânicas então reinantes na ciência», escrito com ponderação, clareza, rigor científico, e rara propedêutica em livros portugueses de medicina, muitos dos quais são traduções de livros da época.
“Ocupa-se Sarmento das substâncias minerais, dos metais, sais, pedras e enxofres, águas boas e minerais, os principais remédios de então, arrumando-os e descrevendo-os com método científico. Estuda os efeitos da sangria, dos eméticos e purgantes, vesicatórios, diuréticos, ptialísmicos e hipnóticos.
“Na ‘Materia Medica’, à semelhança do que fez noutros livros, estuda as águas das Caldas da Rainha [...].
“Estuda em seguida, a tintura Stryptico-balsâmica, cuja fórmula manipulou pela primeira vez, e cuja base parece ser o percloreto de ferro, fórmula destinada a coagular o sangue. [...]
Compõe-se a segunda parte da ‘Materia Medica’ de um proémio e dois capítulos. «No proemio dá o autor uma ideia geral e previa noticia da composição dos vegetaes, da sua natureza, nutrição, differença, e outras varias propriedades [...].
“«Termina a obra com o «Appendix» de alguns artigos, que se omitiram em seu proprio lugar, a sua utilidade e effeitos, depois de impressa a maior parte desta obra, e se reservaram para se ajuntarem ao fim d’ella».”

Encadernação antiga com lombada de pele, de modesta manufactura.
Frontispício espelhado, no verso manuscrito com um mapa de “algarismos arabes, francezes e romanos”.
Com falta do retrato do autor.

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