CRISTÓVÃO (Fernando).— MARÍLIA DE DIRCEU DE TOMÁS ANTÓNIO GONZAGA OU A POESIA COMO IMITAÇÃO E PINTURA. [Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Lisboa. 1981]. In-4.º de 168-VIII págs. B.
“O presente estudo sobre a obra poética de Tomás António Gonzaga visa uma leitura explicativa duma poética que se entendia fundamentalmente como de imitação (da natureza e dos clássicos) e de pintura, segundo determinada interpretação do «ut pictura poesis» de Horácio”. “Entre as motivações possíveis para se abordar uma obra literária, uma nos incitou, de modo especial, a voltar à leitura e estudo da obra de Tomás António Gonzaga: o facto estranho e paradoxal de ‘Marília de Dirceu’ ter sido uma obra eminentemente popular em tempos idos, e passar hoje despercebida, quase completamente, entre nós. “Até nos surpreende a afirmação de Inocêncio dizendo que no século nenhum autor. à excepção de Camões, se viu tantas vezes editado, e que alguns críticos, ultrapassando esse limite, afirmem que obra alguma conheceu tantas edições depois da do Épico. [...] ”Livro integrado na colecção «Temas Portugueses».