
COSTA (José Daniel Rodrigues da).— HOSPITAL DO MUNDO, Obra critica, moral, e divertida, em que he Medico o Desengano, e Enfermeiro o Tempo. [...]. [Lisboa. Na Officina de Simão José Thaddeo Ferreira. Anno 1805 [...]. 12 números com 32 páginas cada um In-8.º gr.
No mesmo volume:
—— NO FAUSTO DIA DOS ANNOS // DO // SERENISSIMO SENHOR // INFANTE // D. PEDRO CARLOS // EM 18 DE JUNHO DE 1805. [brazão com as Armas Reais]. LISBOA. ANNO DE M. DCCCV. // ======= // NA OFFIC. DE SIMÃO THADDEO FERREIRA. // ————— // ‘Com licença da Meza do Desembargo do Paço. In-8.º de 14 págs. E. no mesmo volume
Edição original de grande raridade de um dos mais célebres periódicos de sátira social de José Daniel Rodrigues da Costa, cujo pseudónimo arcádico foi Josino Leiriense. Foi publicada segunda edição em 1824 em Lisboa na Oficina de J. F. M. de Campos.
José Tengarrinha na ‘Nova História da Imprensa Portuguesa’ refere esta publicação dizendo: “Diz o autor que retomou «a composição de Petas» porque «mil vezes me tenho visto perseguido pela curiosidade de inumeráveis pessoas», forçando-o a isso. Queixa-se de que, desde o seu ‘Hospital do Mundo’, «forte epidemia de folhetos» atirados pelo êxito que os seus haviam alcançado, tinham copiado o seu estilo e, apresentando-se anónimos podiam ser confundidos com os dele, pelo que a partir daí só poderiam ser reconhecidas como suas as obras que assinasse.
No prefácio o autor reconhece "quanto he difficultoso agradar aos differentes genios, de que se compõe a geral Sociedade (...). Huns são acerrimos na leitura, outros vivem sem soffrimentos de empregarem nella huma hora: huns gostão de Musica, outros com ella se entristecem; huns tem a maior satisfação em ouvir cantar huma Senhora, outros o seu gostinho he ouvir huma gaita de folle (...). Huns comeráõ perdiz eternamente, outros quem lhes tira hum pratinho de mexilhões bem adubado, tira-lhes tudo. Finalmente cada hum he como Deos o fez; e eu não sou Enfermeiro do Hospital, para curar manías"; "Eu enfeito estes Folhetos com algumas cartas galantes, e alguma Poesia divertida para quem gosta da variedade, não faltando as Adivinhações, que entretem a Mocidade. Ora pois, eu não sou daquelles ambiciosos, que fazem raras as suas producções (...) e já passei ordem na loja da Gazeta para se dar esta Obra a toda a gente que a for comprar".
No final do volume vem o opúsculo em verso acima referido: ‘No Fausto dia dos Annos do Serenissimo Senhor Infante D. Pedro Carlos em 18 de Junho de 1805’, dedicado ao Infante D. Pedro Carlos de Bourbon e Bragança [1786-1812], filho de Gariel de Espanha e de Mariana Vitória de Portugal. Opúsculo bastante invulgar, não registado no ‘Dicionário Bibliográfico Português’.
Encadernação em pele inteira, da época, com rótulo e ferros gravados a ouro.
Para adicionar produtos à sua lista de favoritos, precisa de iniciar sessão ou criar uma conta.