PINTO (Júlio Lourenço).— ESBOÇOS DO NATURAL. [...]. Porto. Livraria Universal de Magalhães & Moniz - Editores. [1883]. In-8.º de 321-III págs. E.
Um dos mais apreciados livros de Júlio Lourenço Pinto, um dos representantes do naturalismo literário português. Do «Prólogo»: “Accusação mais poderosa, que se tem fulminado contra a nova formula naturalista, é a sua pretendida tendencia para confundir arte e sciencia. “Desde que a obra de arte se subordina á demonstração de uma these, essa confusão é inevitavel. Uma these só pelo rigor dos processos scientificos póde ser demonstrada, e como tal demonstração escapa aos recursos da arte, a sciencia substitue-se necessariamente á arte: em vez de uma obra de arte um tratado scientifico, que não pode satisfazer nem a sciencia nem a arte. [...] “Sobre este ponto controvertido, em correspondencia com o meu amigo João Serras da Conceição, publicada no jornal ‘O Progresso’, tentei fixar a interpretação que se me afigura mais conforme com a verdade, diligenciando demonstrar que a arte não se confunde com a sciencia, quando sacia a sua sêde de verdade n’este manancial fecundante, verdadeira fonte de Juvencio onde vai fortalecer-se. [...] “Trasladando para este livro os trechos principaes d’aquella correpondencia, tenho em vista fixar, a par dos resultados praticos, como em um, confronto exemplificativo, os principios que me inspiraram na comprehensão da nova formula realista.” Neste livro Júlio Lourenço Pinto incluiu o seguinte conjunto de contos: A Historia da ‘Lavandisca’, Uma Vocação, A Andorinha, Um Crime na charneca. Últimas memórias de um Romantico. Primeira edição.