
SOUSA (Manuel de Faria e).— EPITOME // DE LAS HISTORIAS // PORTVGVESAS // [...] // Dividido em dos partes // ‘OFERECIDO’ // Ao Excellmo Senhor D. FRANCISCO DE SOVSA, // Conde do Prado, Marques das Minas, Presidente do // Conselho Vltramarino, Governador das Armas do // exercito, & Provincia d’ Entre Douro, & Minho, dos // Cõselhos d’ Estado, & Guerra do serenissimo Prince- // pe D. Pedro, seo Embaixador extraordinario de o- // bediencia às Sãtidades dos Papas Clemẽte IX, & X. // [brazão com as Armas de Portugal] // ‘Autor MANOEL DE FARIA, Y SOVSA.’ // EM LISBOA. // Na Officina de FRANCISCO VILIELA. [sic] // ————— // M. DC. LXXIIII. [Tomo II: M. DC. LXXIII.] // ‘Com todas as licenças necessarias, & Privilegio.’. 2 vols. In-4.º de XXII-297 [aliás391]-V e XVI-416-[aliás 412]-XXIV págs. E. em 1.
Terceira edição, estimada e bastante rara, com numerosos escudos de armas gravados em madeira e intercalados nas páginas do texto do II tomo; a págs. 301 do mesmo tomo, com uma estampa demonstrativa do lugar que têm em Cortes todas as cidades e vilas principais.
Diz Inocêncio no «Dicionário Bibliografico Português» que “É a mesma obra que o auctor refundiu e ampliou com o titulo de ‘Europa portuguesa’ [...]”. Já a propósito da edição original recorda que o que diz D. José Barbosa no ‘Catalogo da Rainhas’, pág. 207: «Na ‘Europa’ apresenta [o autor] algumas opiniões contrarias ás que emittíra no ‘Epitome’: mas isso procede de que sahíndo a ‘Europa’ posthuma, bem se sabe que n’ella lhe introduziu a lisonja algumas clausulas de que não era capaz a severidade da sua penna. O que não obsta todavia a que não haja vicios nos escriptos d’este auctor, que de alguns erros se fez defensor ou padrinho.
“Advertirei tambem aos que o não souberem, que a descripção de Portugal conteúda no tomo III da ‘Europa’, e pouco mais ou menos reproduzida do ‘Epitome’, é taxada de pouco exacta no livro que Fr. Manuel de Figueiredo, cistersiense, imprimiu com o mesmo titulo: ‘Descripção de Portugal’ [...]. Ahi se apontam e corrigem numerosos erros, faltas, e inexactidões em que Faria incorreu n’esta parte.
“E comtudo, cumpre confessar que apezar d’esses e de outros defeitos, a ‘Europa’ é a obra de historia portugueza que os estrangeiros mais conhecem e apreciam; para o que não concorre pouco, a meu ver, a circumstancia de estar escripta no idioma castelhano, sendo-lhes por isso de mais facil intelligencia. [...].
Encadernação contemporânea inteira de carneira, com falta do respectivo rótulo; com a margem direita do frontispício remarginada, manchas de humidade e vestígios de traça marginais que não prejudicam a leitura do texto.
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