CARTAS PORTUGUESAS

OSORIO (Jeronimo)

1922
Ref: 40782|70.00
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CARTAS PORTUGUESAS

OSÓRIO (D. Jerónimo) [Bispo de Silves].— CARTAS PORTUGUESAS. Nova edição. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1922. In-8º de VII-I-64-II págs. B.

Segunda edição destas célebres e esclarecidas cartas de Jerónimo Osório, Bispo de Silves, dirigidas a El-Rei D. Sebastião, ao Padre Luís Gonçalves da Câmara e a D. Catarina.
Das ‘Reflexões sobre as Cartas de Hieronymo Osorio’ publicadas na primeira edição trascrevemos: “A primeira versa sobre um negocio assaz melindroso: dissuadir de altivos projectos um Rei moço, ensoberbecido com a memoria de mil triumphos, que os seus capitães, e os de seus Avós tinham alcançado, era um ponto que pedia todo o artifício do orador. [...].
“A segunda carta he uma persuasão artificiosa que Osorio fez ao Rei, para que se disposesse a casar: no que o Reino muito se interessava [...].
“A terceira carta contem as causas proximas da fatal queda do Imperio Portuguez, tão florecente ainda não havia um seculo: grande exemplo para os Reis que desprezam o instruir-se na Arte de governar os povos. [...].
“A Carta quarta [...], mostra a preoccupação do autor, fundada nos prejuizos do seu seculo, dos quaes estava chêo, e a torrente da opinião que o arastava. Esta carta tem pedaços de eloquencia admiraveis, e uma dialectica muito artificiosa: he falta porem de ‘Direito Publico’, o qual ainda então não era conhecido: he chêa das preocupações dos ecclesiasticos, que n’este reinado introduzirão na nossa legislação a maior parte das pretençõesultramontanas. [...].
“A quinta e ultima Carta he escrita á Rainha D. Catharina, e n’ella não se devisam menos bellezas da arte do orador, que nas antecedentes. As intrigas jesuiticas, que rodeavam a Corte, tinham causado tantos dessabores á Rainha, que ella estava resolvida a ir-se do Reino: e para a dissuadir d’este projecto, he que Osorio lhe escreve esta carta. Posto que ella se ache já impressa, não duvidei dar lhe lugar junto ás outras; pois concorre, como as mais, a decifrar o espirito que dominava no governo de D. Sebastião, e os desgostos que o fanatismo causou ás pessoas mais respeitaveis do Estado, ou pelo seu merecimento, e ordem distinta que occupavam, ou pelos seus talentos. [...]”.

TIRAGEM ESPECIAL LIMITADA A 100 EXEMPLARES IMPRESSOS EM PAPEL DE LINHO, NUMERADA E ASSINADA POR JOAQUIM DE CARVALHO.
Com dedicatória de Homenagem da Imprensa da Universidade e do seu administrador Joaquim de Carvalho a Luis Derouet, ilustre Director da Imprensa Nacional.
Exemplar estimado e por abrir.

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