BOUQUET LITERARIO

AAVV [autores vários]

1867
Ref: 35782|2 ,500.00
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BOUQUET LITERARIO

BOUQUET LITTERARIO. Recordação da "Carteira do Viajante" - Offerecido ás Senhoras Portuenses. [S.l.n.d. - Porto, 1867-1897]. In-4.º de 240-VIII págs. E.

Valiosa e raríssima publicação periódica, colaborada pelos mais destacados nomes da literatura da época dos quais destacamos os nomes de Alberto Pimentel, Alexandre Braga, Alexandre Herculano, Antero de Quental, António Feijó, António Nobre, Bulhão Pato, Camilo Castelo Branco, Cesário Verde, Eduardo Coimbra, Eugénio de Castro, Gomes Leal, Guerra Junqueiro, João de Deus, João Penha, Maria Amália Vaz de Carvalho, Ramalho Ortigão, Raul Brandão, Teófilo Braga. Figuram ainda, entre os seus principais colaboradores: Albertina Paraizo, Alice Moderno, Alves Mendes, António Fogaça, Augusto de Mesquita, A. Ayres de Gouveia, Bento Carqueja, Bernardo de Passos, Campos Monteiro, Eduardo Sequeira, Ernesto Viana, Gervásio Lobato, Gonçalves Crespo, Guedes d’Oliveira, Guilherme de Azevedo, Hamilton d’Araújo, Heliodoro Salgado, Jaime de Magalhães Lima, João Chagas, João Saraiva, Joaquim de Araújo, Joaquim de Lemos, José Caldas, Júlio César Machado, Latino Coelho, Luís A. Rebelo da Silva, Manuel M. Rodrigues, Manuel Pinheiro Chagas, Rodrigues de Freitas, Sá de Albergaria, Urbano Loureiro, etc. etc.
De Camilo insere a págs. 124 um pequeno escrito de 9 linhas, sem título e que começa da seguinte forma: "Disse Henri Heine que lhe transportassem o cadaver..." e de págs. 227 a 229 um conto intitulado "O Alma-Negra", excerto com adaptações do livro «A Brazileira de Prazins» publicado em 1882 [págs. 308/317].
Acerca de ‘O Alma-Negra’ de Camilo, recordamos o que escreveu Silva Pinto a propósito da publicação do «Crime do Padre Amaro» e de «O Primo Bazílio» de Eça de Queiroz: “(...) A perfidia consistia em jogar os livros de Eça de Queiroz como uma catapulta contra a obra de Camillo Castello Branco. Provocado o velho leão, não moribundo por mal dos aggressores, sahiu a terreno zombando. O ‘Euzebio Macario’ e a ‘Corja’ são tiros certeiros contra a matulagem; (...) Mas fora dos dois livros de ironia buscaremos specimen de soberba execução artistica, alheia aos antigos processos do grande romancista. É do livro ‘A Brazileira de Prazins’. A galeria do romance portuguez não apresenta quadro mais vigoroso, nem mais surprehendente colorido tragico, com todas as ‘nuances’ de uma observação que se evade á fadiga pelos primores incomparaveis dos seus moldes (...)”. Silva Pinto continua, transcrevendo o excerto da ‘Brazileira de Prazins’ que é afinal o conto publicado neste raríssimo periódico.
Consultada a bibliografia da especialidade que dispomos, não nos foi possível detectar qualquer exemplar, para além da existência de dois fascículos inaugurais respectivamente conservados na Biblioteca Nacional de Portugal e na Biblioteca Municipal do Porto.

Encadernação de recente manufactura com a lombada e cantos de pele castanha. Embora com restauros, conserva as raríssimas capas da brochura e as margens intactas. Com o caderno n.º 29, correspondente às págs 225 a 232 soltas do volume.

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