MENDONÇA (Henrique Lopes de).— A ALMA DO TRINCA-FORTES. Lisboa. Portugal-Brasil. [S.d.] In-8.º de XIX-[I]-243-V págs. B.
Obra póstuma de temática camoniana, antecedida de um extenso e excelente prefácio de Júlio Dantas: “Henrique Lopes de Mendonça, meu inolvidável amigo, deixou alguns trabalhos inéditos, entre os quais o manuscrito de uma obra notável sôbre Camões, infelizmente incompleta, obra de género difícil de precisar, ao mesmo tempo estudo de psicologia literária e tentativa de biografia romantizada, a que deu o título de: ‘A Alma do Trinca-Fortes. [...] “A sua obra de linhas grandiosas e austeras,em quese sente, por vezes, o toque do mesmo bronze de que é feita a obra de Herculano,constitui um dos mais belos, dos mais valiosos, dos mais nobres legados do neo-romantismodo último quartel do século XIX. Dramaturgo, romancista, historiador, arqueólogo, uma forte rajada heróica animou todo o seu labor literário, em que faúlham centelhas de epopeia, em quese adivinham musculaturas de titan, e em que o culto do passado, fundamento moral das nacionalidades, nos aparece característica dominante. Depois do romancista do ‘Monge de Cister’, ninguém na literatura portuguesa teve, como Lopes de Mendonça, o sentimento das grandes épocas históricas [...]”.