
FACA (Zacharias Alves).— ACADEMIA DAS MULHERES, // OU // O LIBERALISMO DO SECULO // COMBATIDO ATÉ PELA FRAQUEZA DESTE SEXO. // Obra critica, historica, Religiosa e Juridica, em que principalmente se refuta // como nulla, iniqua e impia a ‘Constituição Portugueza’, publicada em ‘Cortes’ // a 23 de Setembro do anno de 1822; mostrando-se com as provas mais // evidentes, que ella he o resultado de uma criminosa Conspiração dos // Pedreiros-Livres, para conduzirem (segundo seus perigosos e na realidade // diabolicos fins) a Nação à desgraça pela quéda do Throno e da Religião Christãa. // DADA Á LUZ // PELO BACHAREL // ZACHARIAS ALVES FACA // ‘Advogado em Coimbra, mas natural da Vila de Belver’. // [...] // [brasão com as Armas Reais de Portugal] // COIMBRA, // NA REAL IMPRENSA DA UNIVERSIDADE. // [travessão decorativo] // 1823. In-4.º peq. de 122-II págs. E.
Obra dedicada a D. Carlota Joaquina, publicada logo após a suspensão da Constitituição Portuguesa de 1822.
Índice: “INTRODUCÇAÕ PRELIMINAR, em que se desnvolvem entretidos assumptos, que fazem ao objecto da obra; sendo o principal o dar-se uma idêa do que sejão Pedreiros-Livres. PALESTRA I. Sobre a desnecessidade da Constituição, porque a temos legitima; e pela qual se provão os direitos da Casa de Bragança á Monarchia Portugueza; juntando-se-lhe uma Arvore de geração dos seus Reis, para maior evidencia do que se diz. PALESTRA II. Sobre a apparição de CHRISTO ao Sr. D. Affonso Henriques; em que se prova a todas as luzes este facto, como o mais glorioso para sustentar o direito da dita Casa. PALESTRA III. Sobre a preferencia do Governo Monarchico aos outros; com o que tendo-se provado, que temos legitima Constituição, se mostra ser ella a melhor, que podiamos desejar. PALESTRA IV. Sobre as nullidades da nova Constituição, mostrando-se por uma Planta a fórma das legitimas Cortes á maneira dos antigos costumes da Nação. PALESTRA EXTRAORDINARIA. Sobre a opinião publica na impunidade da facção liberal; em que se mostra o evidente perigo do Estado nas actuaes circumstancias, principalmente em quanto se conservarem os mesmos empregados pelos facciosos.”
Opúsculo documentado com duas Plantas desdobráveis: a primeira, de grandes dimensões, com a «Arvore Genealogica da Dynastia Reinante de Portugal, e a da Casa de Bragança, em que se acha entroncado o direito desta Coroa»; a segunda, com a «Planta das Cortes de Portugal, segundo os antigos costumes da Naçaõ».
Encadernação da época com lombada de pele.
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