
OLIVEIRA (Custódio José de).— TRATADO DO SUBLIME de Dionísio Longino. Introdução e actualização do texto por Maria Leonor Carvalhão Buescu. Imprensa Nacional-Casa da Moeda. (Lisboa. 1984). In-4.º peq. de 146-XIV págs. B.
Diz M. Leonor Buesco no texto de introdução que “Não deixa de ser curioso — e significativo — que o tratado do PseudoLongino, composto no séc. I, ignorado ou esquecido durante séculos, acerca do qual não há qualquer referência nem durante a época clássica nem durante a Idade Média [...], haja logrado, no século XVIII, em Portugal, três traduções: a de Custódio José de Oliveira (que hoje sereedita), a de Filinto Elísio e a de Elpino Duriense (A. Ribeiro dos Santos) [...]. E esse interessepor um texto longamente esquecido, «descoberto» apenas no século XVI, e que, de algum modo, vem responder à retórica aristotélica, com uma nova proposta estética, terá a ver, pensamos, com a nova pedagogia «porto-realista». Com efeito, todo o edifício da instrução pública projectado e efectivado pelo pulso de Pombal, assenta na pedagogia de Port-Royal, duma maneira clara e normativa, quer, o que é visível no texto das ‘Instrucçoens’, recomendando com veemência as obras Lancelot, Arnaul e Nicole, quer publicando a breve trecho traduções, quer ainda fazendo a apologia do método, por oposição aos velhos métodos utilizados pelos Jesuítas. Ora o ‘Tratado do Sublime’ responde à falência da retórica, dentro da pedagogia de Port-Royal, pedagogia do concreto e do imediato que a reforma pombalina enfatiza em várias frentes: no caso presente, no revigoramento do estudo do grego e na instauração duma «nova retórica». Nesssas duas frentes, como executante, encontramos o ardor laborioso de Padre Custódio José de Oliveira. [...@.
Obra integrada na «Biblioteca de Autores Portugueses».
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