
FIGUEIREDO (António Pereira de) [1725-1797].— TENTATIVA // THEOLOGICA, // EM QUE SE PRETENDE MOSTRAR, // que impedido o Recurso // Á SÉ APOSTOLICA // SE DEVOLVE // AOS // SENHORES BISPOS // A FACULDADE DE DISPENSAR // nos Impedimentos Publicos do Matrimonio, e de // prover espiritualmente em todos os mais Cazos // Reservados ao Papa, // ‘TODAS AS VEZES QUE ASSIM O PEDIR // a publica e urgente necessidade dos subditos.’ // SEU AUTOR // ANTONIO PEREIRA // Presbytero e Theologo Lisbonense // LISBOA, // Na Officina de MIGUEL RODRIGUES, // Impressor do Eminentissimo Senhor Cardeal Patriarca. // === // M. DCC.LXVI. // ‘Com todas as Licenças necessarias.’ In-4.º de XLVIII-XI-[I]-XLVI-286-[II]-XLIV págs. E.
“ (...) Quando em 1761, se deu o conflito diplomático entre Portugal e a Santa Sé, o padre António Pereira de Figueiredo tomou abertamente a defesa da atitude do governo português e, quatro anos depois, em 15-XI-1765, defendeu várias teses, que ficaram célebres, acerca da supremacia do poder real nas suas relações com pessoas e bens eclesiásticos. No ano seguinte publicou a sua ‘Tentativa Teológica’, com a qual procurou demonstrar que, não havendo recurso à sé apostólica, poderiam os bispos decidir nos casos de impedimento público do matrimónio e de prover espiritualmente nos mais casos reservados aos papas. Esta obra revelou a inexcedível erudição do seu autor, que ficou sendo conhecido com o pseudónimo de ‘Febrónio Português’ nos principais países da Europa, onde a sua obra foi traduzida em várias línguas. O marquês de Pombal viu neste homem um valioso colaborador das reformas que empreendia e recompensou-lhe os serviços prestados com a nomeação de deputado da Mesa Censória, criada em 1768. Foi depois nomeado oficial maior de línguas, como se disséssemos hoje tradutor oficial, da Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Recebeu ao mesmo tempo o encargo de traduzir para latim os novos estatutos da Universidade de Coimbra. (...) Algumas das suas obras foram condenadas pela Congregação do Index, em Roma (...)”. [’in’ G. E. P. B. vol. XXI, p. 214].
Com dedicatória «Aos Excellentissimos e Reverendissimos Senhores Bispos e Arcebispos do Reyno de Portugal e seus Dominios»; no final do volume, termina com as respectivas «Licenças».
Cuidada edição em bom papel de linho de nítida impressão.
Encadernação da época inteira de pele, com sinais de desgaste superficiais.
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