INDESEJADO. (António Rei)

SENA (Jorge de)

1949
Ref: 4258|35.00
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INDESEJADO. (António Rei)

SENA (Jorge de).— O INDESEJADO. (António Rei). Tragédia em quatro actos, em verso. Cadernos das Nove Musas. O Signo de «Portvcale». 1949. [Porto]. In-8.º gr. de 149-III págs. B.

Obra pela primeira vez publicada na revista «Portvcale» em 1949 — agora integrada nos «Cadernos das Nove Musas» em reduzida tiragem de 500 exemplares, acrescentada de um Post-fácio do autor: “Esta peça, como se vê pela data, estava pronta em fins de 1945. Tentei, sem resultado, editá-la; não tentei, e disso não tenho razão de queixa, fazê-la representar, por me parecer que uma peça, a menos que seja encomendada por uma empresa, deve ser publicada, para que se apresente quem se abalance a pô-la em cena, sem que seja o autor a mendigar o que de direito lhe cabe: a encarnação do drama, a comunidade com o público. [...]
“De muito longa data me apaixonou a figura infeliz, estranha e maltratada, do Prior do Crato. Quando principiei a escrever esta peça, não estava ainda em moda a reabilitação dessa figura, embora houvesse meritórias obras, que com muito proveito consultei, para inventar a complexa personalidade de um rei que terá encarnado, senão o destino contraditório da sua pátria, pelo menos pode imaginar-se que a lucidez trágica desse mesmo destino. [...]”.
Segundo palavras do autor 25 anos após a publicação da edição original e então pela primeira vez reeditada, "A peça tem sido referida nestes últimos vinte anos, pela crítica, como importante no teatro português deste século, e tem havido quem sobre ela escrevesse inteligentes e generosas palavras. Mas, em mais de vinte anos, se se considerar que a tão meritória PORTVCALE tinha reduzida distribuição [onde foi pela primeira vez publicada em vários números da revista], e que a 1ª edição da peça foi de quinhentos exemplares, muito pouca gente a terá lido. Esta reedição [a segunda] (...), constitui finalmente a oportunidade que coloca a peça ao alcance dos interessados em literatura portuguesa em geral, e em teatro português em particular, após tantos anos de uma existência algo mitológica."

Exemplar estimado e por abrir.

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