BRANDÃO (Raul).- EL-REI JUNOT. Com uma nota introdutória de Guilherme de Castilho. Imprensa Nacional - Casa da Moeda. [Lisboa. 1982]. In-4.º peq. de 274-VI págs. B.
Ao ler-se 'El-Rei Junot' tem-se a impressão de estar diante de uma água-forte sombria onde o dramático e o grotesco são as notas dominantes. Uma obra que oscila entre a epopeia e a farsa trágica, ou antes: uma epopeia que não chega a sê-lo, sempre gorada pela intromissão do grotesco e do mesquinho. A visão que o autor tem da época em que se situa o seu livro (...) é, pode dizer-se, uma verdadeira «análise espectral»: a decomposição desmistificadora, antiromânica e anticonvencional do passado. (...) De comédia dramática ou de farsa trágica se poderá, por isso, sem grande arrojo de nomenclatura, rotular esta obra de raul Brandão. Livro integrado na «Biblioteca de Autores Portugueses».
Dedicatória de Guilherme de Castilho para Alberto [de Serpa].