CINTILAÇOES E SOMBRAS

PIRES (Ernesto)

1883
Ref: 40364|35.00
Retroceder
CINTILAÇOES E SOMBRAS

PIRES (Ernesto).— SCINTILLAÇÕES E SOMBRAS. I - Velhas crenças. II - Camoneana. Porto. Editor - Antonio José da Costa Valbom. 1883. In-8.º de 192 págs. B.

Ernesto Silvino Dias Gomes de Castro Pires, poeta portuense pela primeira vez recordado, no livro de João Paulo Freire (Mário) «Poetas Portuenses»: “[...] foi um moço irrequieto que abafou o sangue da nobre familia transmontana a que pertencia nos fumos estonteantes dos avançados sentimentos politicos da epocha. Foi conféssamente republicano, uma vezes á maneira lamartiniana, outras á maneira huguêsca.
“Nascendo a 31 de julho de 1857, já em 1876-77 se encontrava á frente das revistas ‘Carapuças’ e’Sonhador’, e em 1878, na ‘Voz do Povo’, atirava-se denodadamente para a lucta contra o existente, em artigos e em versos furibundos. Orfoeuvre traduziu-o em francez no ‘Pranto de Camões’ e Conrat Ropure deu-o en Catalão na mesma obra. As ‘Canções da Canalha’ mereceram-lhe uma carta elogiosa de Victor Hugo. [...]. Escreveu em quasi todos os jornais e revistas litterarias e avançadas do seu tempo: ‘Enciclopedia Republicana, O Pantheon, A Galeria Republicana, A Aurora do Cávado, O Tirocinio, O Independente regional, A Justiça Ortuguesa, Discussão’ e a ‘Semana’. Foi um camonianista apaixonado como o provam: O ‘Pranto a Camões, A Voz da Consciencia, Alma de Camões’ e ‘ Camões e o Amor’. ‘Scintillações e Sombras’ [...], é a obra mais apreciada d’este poeta que morreu novo, aos 27 annos, 20 de Dezembro de 1884, precisamente quando o seu nome se fixava na memoria e na curiosidade do publico.”
Entre outros poemas, na primeira parte com poemas dedicados a Camilo Castelo Branco, Alexandre Braga, Rodrigo Velozo, Jayme de Seguier, Teófilo Braga, Ariosto Machado, Reis Dâmaso, ao actor Soller, a Sequeira Ferraz, Gomes Leal, J. Leite de Vasconcelos, à Sociedade de Amadores «Luz e Calor» (Poesia recitada no Teatro Principe Real dpo Porto), à Actriz D. Emília das Neves, ao actor imitador — Trindade, a Joaquim José Pires, Luís Botelho, António Gomes dos Santos Júnior, António da Cunha, Manuel Gomes dos Santos, D. Maria Luísa Caldas, J. Alves Teixeira e Silva Pinto.
Na segunda parte [CAMONEANA], a José Simões Dias, Manuel de Almeida Carvalhaes, Diogo de Macedo, à Academia de Coimbra, a António Gomes dos Santos, António Coelho de Araújo, Narciso Feyo, etc.
De págs. 173 em diante com uma secção de «Notas» com poemas de Gomes Leal [A umas Mãos pequeninas]; duas cartas de Camilo Castelo Branco e Júlio Lourenço Pinto dirigidos a Ernesto Pires, poemas de Sá d’Albergaria, Ariosto Machado, Conrat Roure e B. Orfeuvre e ainda textos de Diogo de Macedo, A. de Sequeira Ferraz, Pedro do Val, Melo de Azeredo, Rodrigo Veloso, etc.

P.f. envie-nos a sua mensagem.
Enviaremos a nossa resposta o mais breve possível.