ALMA DE CAMOES

PIRES (Ernesto)

1882
Ref: 21345|30.00
Retroceder
ALMA DE CAMOES

PIRES (Ernesto).— A ALMA DE CAMÕES. Porto. ‘Livraria Portuense de Clavel & C.ª - Editores’. 119, Rua do Almada, 123 — 1882. [Typ. Occidental, rua da Fabrica 66 - Porto]. In-8.º de 24 págs. B.

Sonetos de temática camoneana da autoria de Ernesto Silvino Dias Gomes de Castro Pires, poeta portuense pela primeira vez recordado no livro de João Paulo Freire (Mário) «Poetas Portuenses»: “[...] foi um moço irrequieto que abafou o sangue da nobre familia transmontana a que pertencia nos fumos estonteantes dos avançados sentimentos politicos da epocha. Foi conféssamente republicano, uma vezes á maneira lamartiniana, outras á maneira huguêsca.
“Nascendo a 31 de julho de 1857, já em 1876-77 se encontrava á frente das revistas ‘Carapuças’ e’Sonhador’, e em 1878, na ‘Voz do Povo’, atirava-se denodadamente para a lucta contra o existente, em artigos e em versos furibundos. Orfoeuvre traduziu-o em francez no ‘Pranto de Camões’ e Conrat Ropure deu-o en Catalão na mesma obra. As ‘Canções da Canalha’ mereceram-lhe uma carta elogiosa de Victor Hugo. [...]. Escreveu em quasi todos os jornais e revistas litterarias e avançadas do seu tempo: ‘Enciclopedia Republicana, O Pantheon, A Galeria Republicana, A Aurora do Cávado, O Tirocinio, O Independente regional, A Justiça Ortuguesa, Discussão’ e a ‘Semana’. Foi um camonianista apaixonado como o provam: O ‘Pranto a Camões, A Voz da Consciencia, Alma de Camões’ e ‘ Camões e o Amor. ‘Scintillações e Sombras’, Porto. 1883, é a obra mais apreciada d’este poeta que morreu novo, aos 27 annos, 20 de Dezembro de 1884, precisamente quando o seu nome se fixava na memoria e na curiosidade do publico.”.

Com dedicatória da época, não do autor.

P.f. envie-nos a sua mensagem.
Enviaremos a nossa resposta o mais breve possível.