CARTAS DE ECO E NARCISO

CASTILHO (Antonio Feliciano de)

1843
Ref: 7710|60.00
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CARTAS DE ECO E NARCISO

CASTILHO (António Feliciano de).— CARTAS DE ECHO E NARCISO, dedicadas á Mocidade Academica da Universidade de Coimbra: Seguidas de differentes Peças, relativas ao mesmo objecto. [...]. Quarta edição. Coimbra: Na Imprensa da Universidade. 1843. In-8.º de 228 págs. E.

Da «ADVERTÊNCIA ÁS CARTAS DE ECCO E NARCISO» publicada na edição das ‘Obras Completas’ do autor, em 1903: “Quem se propozer ler este volume, saiba que vai devassar uma das obras de Castilho, que mais intensa vitalidade obtiveram perante o publico portuguez. É esta a 5.ª edição nacional; outra de Paris, que Innocencio Francisco da Silva julga ser, em realidade, do Rio de Janeiro, não a conhecemos.
“Alguns dos motivos por que o livro foi tão acceito, residem na graça do estylo, na frescura das cores, e na versificação, verdadeiramente musical; mas o que mais contribuiu para a sua fama foi, nos parece, a sinceridadc no sentimento e nos affectos, e a opulencia nas descripcões. Sim; a verdade com que tudo se apresenta n’esta ‘ficção’ mythologica, e o principal predicado que dominou o espirito geral. Pode-se ser muito exacto, muito vivo, muito real, tratando assumptos convencionaes; mas essa victoria só a alcançam escriptores privilegiados.
“É bem sabida a fabula pagan de Narciso e Ecco; toda a geração contemporanea do juvenil Castilho, educada em leituras classicas, a conhecia a fundo: A Nympha Ecco ennamora-se de Narciso, formoso mancebo, muito fragueiro, filho do rio Cephiso e de Liriope, filha do Mar. Entrevê-o, uma vez ou outra, de passagem para a caça; mal podendo conter se, declara-lhe em carta a sua sympathia. “Narciso não lhe corresponde; e porque? porque ama outra. Essa outra, essa preferida rival da desditosa Ecco, e elle proprio. [...]”.

Bonita encadernação contemporânea, gravada na lombada com bonitos ferros ‘românticos’.

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