ALMEIDA (Filinto de).— [CARTA MANUSCRITA]. Datada de Rio de Janeiro, 9 Setembro 1919. Dim. 20 x 12,cm.
Interessante carta manuscrita sobre três faces de uma folha de quatro, drigida ao escritor e poeta Manuel da Silva Gaio. Diz que o seu amigo João Paulino de Siqueira Campos vai para Coimbra como vice Cônsul do Brasil (no fim rectifica que irá como Cônsul) e pede ao meu velho e querido amigo Manoel Gayo, uma gloria e legítima honra da nobilissima cidade académica que lhe sirva como uma espécie de passaporte com que ele poderia percorrer livremente e suavemente os paízes da intimidade das almas e do carinho dos corações, onde as saudades da patria e do berço perdem toda a amargura. Aqui lho entrego com esta carta á sua inexcedivel bondade, para que o apresente á boa gente da sua linda terra, ás aguas olímpicas do Mondego, á sombra melancólica de Inez e, sobretudo, aos rouxinois do Choupal (...). Francisco Filinto de Almeida, natural do Porto, foi ainda muito criança para o Brasil; colaborou em jornais e revistas do Rio e de São Paulo, foi deputado e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, poeta e comediógrafo, com apreciável número de trabalhos publicados em volume.