Carta do Reverendissimo Padre Antonio Vieira Ao Exelentíssimo Conde de Castelo Melhor

VIEIRA (Antonio)

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Ref: 33742|Indisponível
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VIEIRA (Padre António).— 'Carta / do R.mo P.e Antonio Vieira / Ao Ex.mo Conde de Cast.º / Melhor'. Dim. 21 x 31 cm. 61 ff. B.

Cópia manuscrita setecentista de uma importante e muito extensa carta supostamente atribuída ao Padre António Vieira, dirigida ao 3.º Conde de Castelo Melhor, Luis de Vasconcelos e Sousa [1636-1720], político e diplomata português, escrivão da puridade, conselheiro de Estado, primeiro ministro e valido no reinado de D. Afonso VI, mais tarde conselheiro de Estado de D. João V.
Na edição das «Obras Escolhidas», prefaciada e anotada por António Sérgio e Hernâni Cidade [Colecção de Clássicos Sá da Costa, vol III, pp. 114] vem a seguinte nota: “Admitindo esta carta como escrita pelo autor do precedente ‘Papel’, fàcilmente se concebe que sobretudo procurasse obter do Primeiro Ministro de Afonso VI, a quem é dirigida, o esquecimento da sua adesão ao partido que se opunha à entrega do poder nas mãos ineptas do novo rei. Vieira não podia deixar de ter apreensões sobre a sorte que lhe reservariam os seus inimigos, uma vez que tivessem por si o próprio Trono, despeitado contra o remexido conselheiro de D. João IV. Mas não é de crer seja Vieira o seu autor, não obstante como tal indicaram todas as cópias existentes na Academia das Ciências e na Biblioteca Nacional, assim como a mutilada de que se serviu o editor Seabra. Das três da Biblioteca de Évora, dá-a uma como de Vieira, outra como de Fr. Francisco do Sacramento e uma terceira como de Fr. Gabriel da Purificação, a quem também a atribuiu Barbosa Machado. Inocêncio não duvida da autoria de Vieira. Mas não parece dele. Não pela doutrina — ‘vade-mecum’ — do valido cristão, em país ameaçado de facções, que era preciso congraçar. Mas pelo estilo. É nele permanente o conceptismo acidental em Vieira, as simetrias e maneirismos formais a que mais de uma vez é sacrificada a clareza, gratíssima ao jesuíta. [...]”.
O presente manuscrito divide a respectiva carta em 358 partes que de alguma forma se relacionam com as 268 que constituem o manuscrito conservado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro [cota I.15,2,50]; no Arquivo Nacional da Torre do Tombo existe ainda uma outra cópia manuscrita [cota: PT/TT/MSLIV/0130; Cota atual Manuscritos da Livraria, n.º 130] que apresenta também diferente subdivisão; na Biblioteca Nacional de Portugal [cota: cod-3547-2] existe outra cópia, mais tardia, não subdividida.
Estes manuscritos apresentam todos eles diferenças nos respectivos textos, só possíveis de assinalar e fixar, depois de um apurado estudo comparativo.

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