TAVARES (Silva).— BAILYA D'AMOR. Cantigas dos cancioneiros interpretadas por... Livraria Popular de Francisco Franco. [...]. Lisboa. [1933]. In-8.º de 123-V págs. B.
Quando pela primeira vez, há já meia duzia de anos, pensei em atualizar algumas das ‘cantigas d’amigo’ e ‘d’amor’, dêsses dois relicários da nossa primitiva poesia, que são os cancioneiros da Vaticana e Colocci-Brancuti, a tarefa, apesar de meramente interpretativa, além de muito dificil pareceu-me uma profanação. “Com o tempo dissiparam-se os escrupulos, conquanto persista a consciência da responsabilidade. Mas convenci-me de que cumpro um dever, tornando compreensiveis da maioria as belezas encerradas nos Cancioneiros como joias num cofre inviolavel, e dispuz-me a executar, o mais honestamente que me foi possivel, a velha ideia: - reproduzir, atualisadas, trinta dessas 'cantigas' que ha setecentos anos veem marcando a nossa vitalidade. Edição cuidada, impressa a duas cores, com letras capitais a vermelho.