LEITÃO (Joaquim).— O ATAQUE A CHAVES. (Croquis do terreno do combate pelo Alferes Alberto Braz). [...]. Edição do Autôr. Typ. da Empr. Litter. e Typographica. Porto. 1916. In-8.º de 249-VI págs. B.
Importante documento para a história da segunda incursão monárquica perpetrada por Henrique de Paiva Couceiro, considerado fiel relato dos acontecimentos sucedidos em 1912 no norte de Portugal. Edição ilustrada nas páginas de texto com importante documentação fotográfica.
“Apesar de condemnado a pêna maior, pelo Tribunal Militar de Chaves, sob a accusação de haver tomado parte nesta acção, não tive a honra de ser dos que deram o ataque a Chaves, na ardente jornada de julho de 1912.
“Em Paris desde 6 de dezembro de 1911, só em outubro de 1913 voltei à Galiza. Bem facil era prová-lo. Não produzi, todavia, a menor defêsa. Fui julgado e condemnado a penitenciaria e degrêdo. Naquella hora incerta, a dignidade aconselhava que me não apartasse da sorte que houvessem de correr os que, de facto, pegaram em armas no ataque a Chaves. Hoje — que ter estado em Chaves é já um reconhecido e justo galadão — talqualmente julgo do meu dever declarar que o meu nome não tem direito a constar da singella mas devida Columna que um dia, aos que ali se bateram pela bandeira azul e branca, ha-de erguer-se, para milliario da honra portuguêsa, no campo da batalha de 8 de julho de 1912. [...]”.
Capa da brochura ilustrada a cores, a partir de uma aguarela de Roque Gameiro.
Exemplar estimado e por abrir.
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