CASTELO BRANCO (Camilo).— CAMILO E CASTILHO. Correspondencia do primeiro dirigido ao segundo. Coordenada por Miguel Trancoso e prefaciada por António Baião. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1930. In-8.º de VIII-122 págs. B.
Importante colecção de cartas, fundamental não só para o estudo da produção literária de Camilo, mas também para o conhecimento da intriga literária do tempo elas são muito elucidativas. Do prefácio: “[...] Aparece em toda a sua extensão a célebre polémica da tradução do ‘Fausto’, em que Teófilo Braga é tão mal tratado; faz a crítica das célebres versões libérrimas de ‘Moliére’ que A. F. de Castilho então publicou: o ‘Avarento’, o ‘Misantropo’ e as ‘Sabichonas’ que Camilo, com todo o seu entusiasmo, chegou a ler três vezes! “por outro lado, para a história das obras de Camilo, polde lê-las com fruto quem quiser conhecer a gestação e elaboração dos seguintes romances do Mestre: «A Engeitada», o «Cavar em Ruinas», «A Infanta Capelista», o «Demonio do Ouro», «Noites de Insomnia», «O Regicida» e «A filha do Regicida». E quantos outros não chegaram a ver a luz pública e ficaram sómente em projecto... “Mas mesmo para o conhecimento da intriga literária do tempo elas são muito elucidativas. Ante os olhos do leitor deslizam Pinheiro Chagas, Viale, Juromenha, Silveira Pinto, Adolfo Coelho, Joaquim de Vasconcelos e até o coroado traductor de Shakspeare, el-rei D. Luís. [...]”.