UMA PRIMAVERA DE MULHER

CARVALHO (Maria Amalia Vaz de)

1867
Ref: 4734|120.00
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UMA PRIMAVERA DE MULHER

CARVALHO (Maria Amália Vaz de).— UMA PRIMAVERA DE MULHER. Poema em 4 Cantos (...). Precedido de um prologo (Conversa ao reposteiro) por Thomaz Ribeiro. Lisboa. Typographia Franco-Portugueza. 1867. In-8.º de VIII-164 págs. E.

“Em 1866, Maria Amália foi formalmente apresentada à sociedade literária e poética do seu tempo num encontro em Pintéus [Quinta-Palácio de Pintéus (onde vivia com seus pais) em S. Antão do Tojal, Loures], onde recitou com emoção o seu poema “Uma Primavera de Mulher”. A este encontro compareceram nomes como António Feliciano de Castilho, Bulhão Pato, Mendes Leal, Tomás Ribeiro e Luciano Cordeiro. No ano seguinte, foi publicado o referido poema que marca o início da sua vasta actividade literária. (...)” [’In’ «Dicionário no Feminino», Dir. Zília Osório de Castro e João Esteves].
Edição acompanhada de um prefácio de Tomás Ribeiro e uma carta de António Feliciano de Castilho.
De caracter marcadamente romântico, este poema, em quatro cantos, trata dos ‘amores infelizes’ personalizados na figura de Beatriz e Vasco. Tomás Ribeiro elogia o poema, considerando-o marcado pela inocência e a solidão de uma sensibilidade feminina.

Com uma extensa e amistosa dedicatória a Amélia Jany, de seu tio Guilherme, que ocupa 4 páginas das folhas preliminares.
Amélia Janny [1841-1914] poetisa natural de Coimbra, diz Henrique Perdigão no «Dicionário Universal de Literatura, que “Desde muitíssimo nova que demonstrou extraordinária facilidade para versejar, tendo feito, por assim dizer, asua entrada nas letras pela mão do grande poeta A. F. de Castilho, que professousempre a maior admiração pelo seu talento, como o provou na «Convesação preambular» do ‘D. Jaime’, de Tomaz Ribeiro, em que simbolizou nela, qual Nova Safo. a MUsado Mondego de então. Depois de 1850, Amélia Janny começou a fazer conferências em diversos teatros e associações, sendo já bem conhecida nas letras, quando, por ocasião do centenário de Camões, recitou em Coimbra, no Teatro Académico, a sua poesia ‘Pátria’, com a qual alcançou retumbante êxito. Infelizmente, porém, tanto essa como dezenas de outras composições que escreveu ficaram dispersas pelas revistas literárias do tempo, pois Amélia Janny, extremamente modesta como foi, resistiu sempre a todos os pedidosque lhe fizeram para as reünir em volume. [...]”.
Encadernação modesta.

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