MOURÃO (Ramiro).— UM ECONOMISTA DURIENSE DO SECULO XVIII: FRANCISCO PEREIRA REBELO DA FONSECA. Separata dos Anais do Instituto do Vinho do Porto. 1941. Edição do Instituto do Vinho do Porto. In-8.º gr. de 27-I págs. B.
Edição ilustrada em folha dupla impressa à parte, com uma «Vista da Regoa» desenhada por J. G. Mirão, segundo um desenho de António Joaquim de Sousa Vasconcellos, aberto a buril por Edwardo Harriss Cross em Londres no ano de 1817. O autor, diz Lopes de Carvalho no trabalho «Agricultores Ilustres de Portugal», foi vinicultor na província do Douro, onde nasceu ou pelo menos viveu desde tenra idade, passando ali uma parte da sua vida, e que em 1874 tomou posse de vastas propriedades vitícolas em diversos sítios do Alto-Douro [...]”. Bacharel em direito, desembargador da Relação do Pôrto, sócio da Academia Real das Ciências, escreveu duas memórias, intituladas, como nos informa Inocêncio, «Descripção económica do Território, que vulgarmente se chama Alto-Douro» e «Memória sôbre a Cultura das Vinhas, e manufactura do vinho». “Francisco Pereira Rebelo da Fonseca foi um dos mais autorizados economistas portugueses do século XVIII [...]. A vastidão da sua cultura clássica de doutrinário que simultâneamente dispunha sempre de uma informação científica bem seleccionada e oportuna, posta fervorosamente ao serviço de determinado sector da tecnologia [...] justificavam já plenamente esta consagração. Mas se afirmarmos ainda que todo êste labor de verdadeiro diletantismo, porque Rebelo da Fonseca o exerceu quási sempre à margem das suas habituais obrigações de magistrado de carreira, reverteu exclusivamente em benefício da sua região — o Alto-Douro — que êle amava com devoção e procurou sempre servir com proveito, na consciente convicção de que trabalhava para o seu futuro económico, teremos então delineado, em tôda a sua grandeza, as principais linhas da sua personalidade. [...].
Com dedicatória do autor. Capa da brochura com alguma sujidade.