
CHAVES (F. de Sá).— SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA MILITAR DAS NOSSAS LUTAS CIVIS. (As Campanhas de Meu Pai). Volume I. A Campanha de 1823. [Volume II. A Campanha da poeira (1823). A Abrilada (1824). De Armas Ensarilhadas (1824-26)]. Coimbra. Imprensa da Universidade. 1914-1918 . 2 vols. In-4.º de XXVI-II-407-V e IV-541-I págs. E.
Obra de grande relevância para o estudo dos acontecimentos narrados e estudados, sendo bastante raro o segundo volume.
Trás-os-Montes tem lugar privilegiado neste trabalho, sendo o pai do autor, Francisco de Oliveira Sá Chaves, flaviense de nascimento. Edição ilustrada em folhas à parte.
Do ‘Parecer’ redigido por Cristóvam Aires acerca do manuscrito inédito dos «Subsídios para a História militar das nossas lutas civis»: “[...] Começa a narrativa pelos episódios mais notáveis na Guerra Peninsular, e vem naturalmente ligada com os episódios das guerras intestinas que agitaram o país, como prelúdio necessário às chamadas «Guerras da Liberdade», que naturalmente o autor tratará em seguida, como se deduz do título da obra.
“A campanha de 1823, de que o sr. Sá Chaves especialmente se ocupa neste [primeiro] volume, é o prelúdio de guerras posteriores que agitaram o país e que firmaram nele um novo estado de coisas, devido principalmente à acção das nossas armas, [...].
“O pretexto da obra que analisamos são os factos passados em volta dum homem; mas a verdade é que êste quási desaparece no tumultuar das ideias e das paixões, dos interesses e dos princípios, que mutuamente se degladiam. O que fica de pé são os factos, são os homens que os produziram.
“Este presente [primeiro] volume, em três partes principais se divide: — 1.ª ‘O testamento oral’ do pai do autor, que consta de poucas páginas apenas, e é o argumento impressivo e empolgante da sua vida, pretexto à narrativa interessante das lutas e episódios da época; —2.ª ‘A Genesis’, ou um meio cento de páginas em que são apresentados os Trás-os-Montes e os trasmontanos nos primeiros vinte anos do século XIX; a história e a lenda que o ‘folk-lore’ dentre o Douro e o Tâmega, do «Tempo dos franceses» e da «Revolução de 20»; o poderoso glosário da contra-revolução de 1823, e o motivo determinante da entrada do pai do autor na carreira das armas; — 3.ª ‘A campanha de 1823’, que constitui a quási totalidade do volume, escrito desassombradamente, sob o intuito histórico, e que é a pormenorização da aventura de Chaves, verdadeiro prólogo das estiradas lutas civis, em que Portugal se havia de debater durante vinte e nove anos. [...].”
No segundo volume, completa a obra o autor com os seguintes assuntos: «A Campanha da poeira (1823)»; «A Abrilada (1824)»; «De Armas Ensarilhadas (1824-26)».
Encadernações com lombada e cantos de pele, gravadas a ouro nas lombadas.
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