PRINCESAS ARTISTAS. As filhas de El Rei D. Jose

LIMA (Henrique de Campos Ferreira).- PRINCESAS ARTISTAS. (As Filhas de El-Rei D. José). Coimbra. Imprensa da Universidade. 1925. In-8.º gr. de VI-68-II págs. B.

Contribuição de grande interesse para a história das Artes em Portugal no século XVIII: “Do consórcio do príncipe do Brasil D. José depois rei primeiro do nome, com a infanta D. Mariana Victória de Bourbon, filha do rei de Espanha Filipe V e de sua segunda mulher Isabel Farnesio, celebrado a 19 de Janeiro de 1729, provieram unicamente quatro filhas.
“Pela ordem cronológica dos seus nascimentos [...] foram as seguintes: D. Maria Francisca Josefa, que foi, depois, a primeira raínha reinante de Portugal; a infanta D. Maria Ana Josefa; a infanta D. Maria Francisca Dorotea e a infanta D. Maria Francisca Benedita, depois princesa do Brasil pelo seu casamento com seu sobrinho D. José, príncipe do Brasil.
“Na côrte daquele monarca eram bastante exercitadas a pintura e o desenho e muito cultivada a música.
“A propósito desta última manifestação artística escreve Francisco da Fonseca Benevides [...]: «Tanto a rainha como seu esposo, o rei D. José, lhe eram muito affeiçoados; para o theatro real dos paços da Ribeira vieram, por vezes, dos melhores cantores de Italia. O celebre maestro David Perez, que algumas operas compoz expressamente para o theatro real, foi o mestre das filhas de D. Mariana Victoria».
“E acêrca da rial afeição pela pintura e desenho diz o pintor Maurício José Sendim [...]: «Vemos o que fez pelas Artes D. João V, e depois El.Rei D. José I, grande amante das Bellas Artes, fazendo entrar o Desenho, e Pintura na educação de seus Augustos Filhos (sic) ....» e escreve Volkmar Machado [...]: «O estudo da Pintura foi hum dos principaes objectos, na educação das Augustas Princezas suas filhas (de el-rei D. José); e os progressos que fizerão se deixão vêr em muitas estampas da Invenção das Serenissimas (sic) Senhoras, Princeza do Brazil viuva, e D. Marianna, que forão abertas em cobre por Carmona, e Carneiro; e nos quadros collocados nas Igrejas do SS. Coração de Jesus,e do Desaggravo, a Santa Engracia. [...]”.
Volume integrado na apreciada colecção «Subsídios para a História da Arte Portuguesa», ilustrado com onze estampas impressas em separado.

EXEMPLAR DA TIRAGEM ESPECIAL EM PAPEL DE LINHO, NUMERADA E ASSINADA POR JOAQUIM DE CARVALHO, LIMITADA A APENAS 120 EXEMPLARES.
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