NOVO PRINCIPE OU O ESPIRITO DOS GOVERNOS MONARQUICOS

CASTRO (Jose da Gama e)

1841
Ref: 35889|300.00
NOVO PRINCIPE OU O ESPIRITO DOS GOVERNOS MONARQUICOS

[CASTRO (José da Gama e)].— O NOVO PRÍNCIPE OU O ESPÍRITO DOS GOVERNOS MONÁRCHICOS. Segunda edição, Revista e consideravelmente augmentada pelo Autor. Rio de Janeiro. Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e Comp. 1841. In-8.º de 404 págs. E.

Edição que pelas razões abaixo apontadas, julgamos furtiva, impressa em Coimbra por Pedro do Rozario Ribeiro, sobrinho do grande mestre da diplomática portuguesa e professor na Universidade de Coimbra, João Pedro Ribeiro.
Obra publicada sob anonimato, interessante e de grande raridade nesta edição.
Àcerca da Obra diz o autor: “Parte destes capitulos forão com effeito delineados em 1827 na mesma occasião em que eu estava pagando a temeridade de ter proclamado á face de toda a Beira os direitos do legitimo soberano dos Portuguezes, que, por singular disposição da Providencia, erão ao mesmo tempo os da religião e do estado. Quatrocentos sentinellas tiradas dos bancos da Universidade me guardárão successivamente na torre que me servia de carcere (...) Em muito menos de metade se achava a minha obra, quando o indulto do mesmo anno me veio restituir a liberdade tanto mais appetecida, quanto menos esperada. (...) No momento em que eu me preparava para mandar para a imprensa o manuscripto, desembarcárão no Porto os Argonautas da Terceira; e desde então vi-me envolvido em huma serie de acontecimentos tão extraordinaria, que eu mesmo a teria por impossivel se a dolorosa experiencia do que tenho passado me não convencesse da sua realidade. Assisti, collocado em alto circulo, a todas as phases da revolução que mudou em 1834 a face dos negocios de Portugal: vi fuzillar sobre mim, por mais de huma vez, o punhal dos assassinos; e, forçado a abandonar em Dezembro do mesmo anno as doces margens do Tejo, vaguei longo tempo por todos os paizes da Europa, desde o Tibre ao Elba, fallando todas as linguas, vivendo com homens de todas as crenças, estudando as maximas de todos os governos.
“Esta dolorosa peregrinação não foi de todo perdida para o presente opusculo: reformei muitos dos capitulos que tinha escripto, parte dos quaes já tinhão sahido á luz em Lisboa com grande aceitação; escrevi outros de novo; vi muito, observei muito, meditei muito. (...)”.
Inocêncio: Diz-se que a primeira edição, constando de menor numero de capitulos, se publicára em Lisboa. Nem a vi, nem d'ella pude achar até agora noticias mais precisas. Brito Aranha, na continuação ao Dicionário de Inocêncio, volume XII, traz uma muito circunstanciada notícia acerca da vida de Gama e Castro.
Foi por nós anunciado no Catálogo da Biblioteca de J. J. Pereira de Lima, sob o n.º 325, um exemplar da edição agora novamente anunciada, composta por 404 págs.
Dada a particularidade do exemplar descrito no catálogo acima referido apresentar importantes anotações manuscritas na capa da brochura que fazem supor tratar-se de edição portuguesa publicada em Coimbra por Pedro do Rozario Ribeiro, sem licença do autor, fez-se a respectiva reprodução. Foi ainda por nós confirmada a existência de outra edição [Rio de Janeiro. Typ. Imp. e Const. de J. Villeneuve e Comp. 1841] composta por 464 págs., que nada nos leva a supôr que não tenha sido efectivamente impressa no Rio de Janeiro. [conforme diz o autor em texto intitulado “Ao Leitor”, datado ‘ Rio de Janeiro, 25 de agosto de 1841’, “Satisfaço finalmente a minha promessa e as instancias dos meus amigo, publicando no Rio de Janeiro esta segunda edição do NOVO PRINCIPE que me propunha fazer sahir á luz em Bruxellas”.

Encadernação da época inteira de pele. Frontispício com pequeno restauro.

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