
CANTI (Tilde).— O MÓVEL DO SÉCULO XIX NO BRASIL. CGPM. Rio de Janeiro. 1988. [dim. aprox. 29x27 cm.] com 190-II págs. E.
Obra verdadeiramente notável e de referência obrigatória para o estudo da história do mobiliário no Brasil, fundamental para a compreensão do processo evolutivo de um mobiliário rústico ou de importação europeia para a criação de um estilo próprio brasileiro.
Edição prefaciada por João Hermes Pereira de Araújo, de apurada qualidade gráfica, impressa em papel de escolhida qualidade, ilustrada com 192 fotogravuras impressas a negro e a cores reproduzindo muitos dos exemplares estudados.
Do Prefácio: “ [...] Não poderia eu então imaginar que seria convidado por Cândido Guinle de Paula Machado, esse eterno enamorado de nosso passado artístico, para prefaciar ‘O Móvel no Brasil’ e, agora, ‘O Móvel do Século XIX no Brasil’ e, muito menos, que o segundo livro daquela extraordinária pesquisadora seria obra póstuma. [...].
“Impressionaram-me, logo à primeira vista, tanto a riqueza da pesquisa efectuada, o cuidado com que foi analisado cada móvel, como a preocupação de agrupá-los estilisticamente em uma tentativa surpreendente que, nessa amplidão, não havia ainda sido feita no Brasil. [...]
“O estudo do mobiliário brasileiro do século XIX é, a meu ver, muito mais difícil e complexo do que o dos móveis coloniais. Até o início de oitocentos, com efeito, os móveis usados no Brasil ou eram portugueses ou feitos no Brasil por artesãos lusos ou nacionais. Esses últimos deram às suas obras, principalmente às de carácter rústico, um sabor característico que as distingue de suas congêneres metropolitanas. Não houve, entretanto, no Brasil, a rigor, no período colonial, a criação de estilos próprios. Os móveis tradicionais portugueses do final do século XVI e da centúria seguinte foram aqui utilizados ou copiados. [...].
“Já no início do século XIX, vários factores contribuíram para alargar a área que influenciaria o desenvolvimento das artes decorativas no Brasil. Com a abertura dos portos, em 1808, e posteriormente com a assinatura de tratados de comércio com várias potências, passamos a importar da Europa e dos Estados Unidos todo tipo de trastaria. [...]”.
Encadernação editorial e capa de resguardo policromada. Volume conservado na caixa editorial.
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