GODINHO (Vitorino de Magalhães).— MITO E MERCADORIA, UTOPIA E PRÁTICA DE NAVEGAR. Séculos XIII-XVIII. Difel, Difusão Editorial, Lda. Lisboa. [1990]. In-4.º de 629-III págs. E.
“Desaferrar em busca do rosto real de todas as figuras — mas sobretudo procurar na realidade o imaginário das figuras dos outros que até aqui se nos esconderam, e, mais fundo, a demanda do rosto próprio. Agora é o olhar do mercador e do navegador, atento ao que é, a desfazer mitos que configuravam o pensar e a destroçar utopias por que se anseava: conquanto novos mitos e utopias venham com as novas novidades. Constroem-se novos mundos e no termo um mundo novo, que a urbanização e a mercantilização afeiçoam. Surgem novos modos de viver, imbricados nos tradicionais. Fazem-se e desfazem-se impérios, graças aos novos meios de guerra, que ora serve a mercadoria ora repõe obsoleta cavalaria; a cruzada religiosa quer reunir todos os homens, mas afinal cava fossos intransponíveis, quando não se afunda no trato mercantil. Entre tantos desencontros, os descobrimentos vão inventando a humanidade.” Com inúmeros mapas e outras ilustrações a cores e a negro.