CASTELO BRANCO (Camilo).— MEMORIAS DE GUILHERME DO AMARAL. Obra posthuma editada por... 2ª edição revista e correcta. Lisboa. Livrarias de Campos Junior - Editor. [S.d. - 1866?]. In-8.º de 216 págs. E.
Diz Alexandre Cabral no «Dicionário de Camilo Castelo Branco» ser este “o último volume do «Ciclo da Felicidade», como apelidámos a série de três romances que têm por tema central o(s) amor(es) de Guilherme do Amaral;’Onde Está a Felicidade?, Um Homem de Brios’ e este ‘Memórias de Guilherme do Amaral’. [...] «Estas memórias», lê-se na ‘Revolução de Setembro’, «são a fúnebre história de uma triste mulher vítima pelo amor, amor nobre, santo e infinito inspirado por um homem cerrado a todo o sentimento, e que escarnecia das mais puras aspirações do coração de uma mulher. [...]. Guilherme do Amaral era o ‘alter ego’ do autor, que se desdobrava numa outra figura romanesca: a do jornalista e poeta, que nunca recebeu nome. Por outro lado, a Augusta de ‘Onde Está a Felicidade?’ e de ‘Um Homem de Brios’ era a transfiguração romanesca de Ana Augusta Plácido. Os 2 primeiros romances do «Ciclo» reflectem o amor de Ana por Camilo, que começa em 1856, data em que foram publicados os romances. Transcorridos 7 anos, o escritor sente a necessidade de desquitar-se do problema que o atormentava: pôr a sua alma a nu, despi-la de fantasias e ouropéis. [...]” Primeira reimpressão, bastante invulgar.
Encadernação em pele à cor natural, profusamente gravada a seco nas pastas e na lombada. Carminado à cabeça e com falta das capas da brochura.