SACKS (Oliver).— A ILHA SEM COR E A ILHA DAS CICAS. Tradução de Paulo Faria. [Relógio d’Água. 1998]. In-8.º de 347-III-[II] págs. B.
“Este livro é na verdade composto por dois livros, narrativas independentes de duas viagens paralelas mas independentes à Micronesia. (...) Viajei até à Micronesia na qualidade de neurologista, ou neuroantropologista, com o intuito de observar como é que os indivíduos e comunidades daquelas paragens reagiam a condições endémicas invulgares — uma cegueira hereditária total para as cores em Pingelap e Pnape; uma perturbação neurodegenerativa, de carácter progressivo e mortal, em Guam e Rota. Contudo, a vida cultural e a história destas ilhas, a sua fauna e flora únicas e as suas origens geilógicas singulares acabaram por prender igualmente a minha atenção. Embora, de início, observar doentes, visitar vestígios arqueológicos, calcorrear florestas de chuvas e mergulhar junto a recifes parecessem actividades sem qualquer relação entre si, elas vieram a fundir-se numa única experiência indivisível, uma imersão total na vida daquelas ilhas. (...)”.