SILVA (António Dinis da Cruz e).— O HYSSOPE, // POEMA // HEROI-COMICO // DE // (...) // Nova edição revista, correcta e ampliada de Notas. // [filete decorativo ] // PARIZ, // NA OFFICINA DE P. N. ROUGERON, RUA DE // L’HIRONDELLE, N.º 22. // — // 1821. In-8.º de IV-XXXV-I-198-II págs. E.
É a quarta edição deste célebre e muito perseguido poema heroi-cómico de Diniz da Cruz e Silva, que pela terceira vez saíu dos prelos parisienses. Embora sem declaração explícita, conforme a terceira edição, também esta foi revista, prefaciada e anotada pelo erudito filólogo e industrial Timóteo Lecussan Verdier que com Jácome Ratton estabeleceu em 1790 na vila de Tomar a primeira fábrica de fiação e tecidos de algodão, então denominada ‘Real Fabrica dos algodões, lençarias, e meias de Thomar’. Como refere Martins de Carvalho em «As edições do “Hissope”» ambas as edições vêm acompanhadas de uma gravura (alegórica): “Tem a mesma gravura que acompanha a edição de 1817, feita por ‘Couché fils’, a qual porém foi retocada na graphia da palavra final do ultimo verso (...)”. Edição muito estimada, em parte por lhe ter sido acrescentado um novo ‘Prólogo’, distinto da edição anterior, mas também de grande interesse bibliográfico.
Encadernação inteira de pele, da época, com rótulo e ferros a ouro gravados na lombada; volume parcialmente desconjuntado. Com uma pequena assinatura cremos que contemporânea na página de rosto e outra no anterrosto datada de Março de 1920. Com vestígios de acidez na estampa que acompanha a edição. Com o ex-libris da importante ‘Livraria do Conde de Castro e Solla.