HERANÇA DE CALCUTA

SOUSA (Jose de Campos e)

1942
Ref: 38318|80.00
Sem imagem

SOUSA (José de Campos e).— A HERANÇA DE CALCUTÁ. Notícia histórica e genealógica. Edições Gama. 1942. [Imprensa Portuguesa. Porto] In-4.º de 183-XVII págs. B.

«Duas Palavras», do autor: “Ouvi sempre falar, desde pequeno e em casa dos pais de tua avó paterna, numa herança de maravilha, cujos milhões, acumulados há quási um século em Calcutá [...] viriam a ser distribuídos por alguns felizes mortais.
“Tua bisavó nascera acidentalmente em Macau, e pertencia ao número dos «afortunados», como herdeira de três dos mais eminentes fundadores da ‘Casa de Seguro’ que, por liquidação, originou o famoso tesoiro. Possuïdora de uma memória privilegiada, entretinha o meu espírito juvenil, em longas tardes de convívio familiar, com a descrição de personagens conhecidos na meninice e de factos presenciados ainda no alvorecer da vida; outras vezes, citava pessoas e coisas de eras passadas, cuja tradição havia recolhido e me transmitia, solícita, em narrativas cheias de colorido oriental, que eu escutava, deliciado, como se de um conto das «Mil e UmaNoites’ se tratasse. [...]
"A herança existe [...] mas, já por culpa dos interessados, já por factores poderosos, alheios à sua vontade, creio que nunca mais chegará o dia da liquidação. De tanta riqueza acumulada, herdei apenas o desejo de esclarecer o caso, o propósito de passar para o papel, com a história que a tua bisavó me narrou, o resultado das investigações e diligências a que posteriormente procedi"; [...]
“Nestas páginas [...] esbocei a história da 'Casa do Seguro' e a resenha da descendência dos seus principais fundadores e accionistas, os fidalgos negociantes Barão de S. José de Porto Alegre e Conselheiro Manuel Pereira", quintos avós da filha de Campos e Sousa, a quem o livro foi dedicado. “
Do prefácio, também assinado pelo autor: “O ‘Barão de S. José de Porto Alegre’, no dizer de Domingos Afonso e Ruy Valdes’, «foi um dos mais categorisados negociantes portugueses do Oriente, continuador da obra civilizadora dos Navegadores e dos Conquistadores, e um dos homens que mais contribuiu para o prestígio e grandêsa de Portugal, alem-mar, numa época em que outras nações alicerçavam na expansão comercial a estabilidade dos seus Impérios Ultramarinos. Teve, como poucos, a visão da grande era de negocios que no sec. XIX atingiria a plenitude, aliando ao poder de concepção comercial, que lhe permitiu juntar uma enorme fortuna, aquelas qualidades herdadas que fizeram do ‘honnête homme’ de setecentos um dos mais nobres productos da Cultura e da Civilização». (...)”.
Com estampas impressas em folhas à parte.

Exemplar personalizado com dedicatória do autor.
Capa da brochura com vestígios de acidez.

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