PAÇO D'ARCOS (Joaquim).— A DOLOROSA RAZÃO DUMA ATITUDE. Para a História da Sociedade Portuguesa de Escritores e do seu fim. Lisboa. 1965. In-8.º peq. de 21-I págs. B.
Sobre a atribuição do Prémio Literário da Sociedade Portuguesa de Escritores a Luandino Vieira pelo seu livro «Luuanda», o que determinou a posição tomada por Joaquim Paço d’Arcos, que, em Assembleia Geral, afirmou que “não podia ser Presidente duma Sociedade que premiava um terrorista.” No opúsculo Paço d’Arcos diz que a Sociedade “veio a morrer às mãos inertes do Prof. Jacinto do Prado Coelho”, mas que “mais errado, porém, e deplorável, e degradante, foi o assalto que violou o recinto, património dos escritores portugueses, (...) donde haviam saído os restos do português insigne que foi o dr. Jaime Cortesão. As acções não são feias só dum lado. E se eu não o dissesse faltava à verdade que sempre servi.”