CUNHA (Alfredo da).— DISPAROS. Apresentação de Maria Antónia Palla. Poemas de Manuel Alegre. [dim. aprox. 27 x 23,5 cm.] com [II]-X-LXVIII págs. inums. E.
Album de apurada concepção gráfica, profusamente ilustrado com a reprodução de 146 fotografias a preto e branco impressas em plena página da autoria de Alfredo da Cunha, fotojornalista galardoado com o prémio reportagem fotográfica «Joshua Benoliel». “Alfredo daCunha, como muitos portugueses, nasceu no fascismo. ‘Disparos’ abre com uma referência preciosa: «Ponte Salazar». E, logo de seguida, emergem rostos de garotos, como se desde o início o autor desejasse marcar a estreita ligação entre o nome de um homem, que vale como o símbolo de uma época, e o destino de todos nós. “’Disparos’ é um livro-documento. Mas é também uma ficção. Um jovem interroga-se acerca da sua própria história neste país que é seu e tenta descrever-nos o que os seus olhos viram ao longo de um percurso que não foi longo, mas extremamente importante, porque intensamente vivido. E interroga-se: Que resta do passado no presente que vivemos? Que futuro? (...).”