DIALOGO EM LOUVOR DA NOSSA LINGUAGEM DE JOAO DE BARROS

BARROS (Joao de) [1496-1570]

1917
Ref: 16582|25.00
DIALOGO EM LOUVOR DA NOSSA LINGUAGEM DE JOAO DE BARROS

BARROS (João de) [1496-1570].— O DIÁLOGO EM LOUVOR DA NOSSA LINGUAGEM DE JOÃO DE BARROS. Imprensa da Universidade. Coimbra. 1917. In-8.º gr. de 21-I págs. B.

Terceira edição deste importante texto de João Barros, dado em separata no «Boletim Bibliográfico da Biblioteca da Universidade de Coimbra».
Texto introdutório de Luciano Pereira da Silva: “As obras pedagógicas de João de Barros, que hoje são uma raridade bibliográfica, estão a pedir nova reimpressão. O’Diálogo’, que adiante se reproduz conforme a 2.ª edição, feita em 1785 pelos monges da Cartucha de Évora [«Compilação de várias obras do insigne portuguez Joam de Barros», Lisboa, 1785], da qual existe um exemplar na Biblioteca da Universidade de Coimbra, não havendo lá nenhum da edição princeps de 1540, é principalmente destinada aos alunos da cadeira de História da Pedagogia.
“Neste interessante ‘Diálogo’ formula João de Barros excelentes preceitos que bem mostram as suas qualidades de pedagôgo. Comecemos por notar a justa vivacidade com que se insurge contra a praga dos incompetentes em exercício das funções do magistério [...].
“Seguindo o preceito «de gráo em gráo, de pouco a mais», condena a prática de ensinar os meninos a lêr pelos feitos judiciais, escritos por mão de tabeliães. Quere que os ensinem primeiro pela letra redonda, para o que compôs a sua ‘Cartinha’ de aprender a lêr, e não pela letra tirada [...].
“Mas o mais importante é êle querer que a base do ensino seja a língua materna, a língua portuguesa, e não a latina [...].
“Acima, porêm, das considerações pedagógicas, a língua portuguesa é um poderoso instrumento de expansão do Império português
“Já Fernão d’Oliveira, autor da primeira Gramática portuguesa (1536), aconselhava: «e nam trabalhemos em lingua estrangeira, mas apuremos tanto a nossa com bõas doutrinas q̃ a possamos ensinar a muytas outras gentes e sempre seremos dellas louvados e amados porq̃ a semelhança he causa do amor e mays em as linguas [...].

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