ALMEIDA (Leonor de).— CAMINHOS FRIOS. Poemas. Coimbra Editora, Limitada. 1947. [Coimbra]. In-8.º de VIII-70 págs. B.
Segundo palavras de Raúl Gomes A poesia de Leonor de Almeida, deixa de ser mero protesto em face do seu destino individual, para transformar-se em vivo protesto contra aquilo que faz da mulher bode expiatório duma sociedade que quer esconder, por detrás da fachada das virtudes esteriotipadas, a vergonhosa corrupção que lhe vai no interior. João Gaspar Simões: Leonor de Almeida é uma dessas sensibilidades como raramente despontam na nossa poesia feminina. É um Torga de saias, um Régio de cabelos compridos, um Afonso Duarte de olhos pisados e ânsias algemadas.
Exemplar assinado na folha de guarda. Capas da brochura com alguma sujidade.