BOCHIMANES !KHU DE ANGOLA

GUERREIRO (Manuel Viegas).— BOCHIMANES. !KHŨ DE ANGOLA. Estudo Etnográfico. [...]. Instituto de Investigação Científica de Angola. Junta de Investigações do Ultramar. Lisboa. 1968. In-4.º de 388-I-[III] págs. B.

Importante trabalho de investigação relativa aos povos Bochimanes, também denominados Saan, que integram variadas etnias indígenas de caçadores-coletores da África Austral, cujos territórios abrangem Botsuana, Namíbia, Angola, Zâmbia, Zimbábue e África do Sul. Edição documentada com um mapa da região explorada impresso em folha desdobrável, profusamente ilustrada, nas páginas de texto com desenhos de Fernando Galhano e em páginas impressas à parte com fotogravuras de grande interesse etnográfico que documentam as expedições realizadas. Capítulos: I. Território e População; II. Modos de Vida; III. Propriedade e Herança; IV. Abrigos e Acampamento; V. Alimentação; VI. Vestuário e Pudor: Adornos; VII. O Decurso da Vida; VIII. A Sociedade; IX. As Crenças; X. Sabedoria; XI. Língua e Literatuea; XII. Música, Dança e outras Artes; XIII. Aspectos, Problemas e Conclusões. No final com secções dedicadas à Bibliografia e Índices analítico, de figuras e dos desenhos e mapa. “ [...] Foram sete meses de campanha, distribuídos por seis anos e só pouco mais de dois meses de presença efectiva de Bochimanes. Gastei o mais do tempo em busca deles, aos tombos pelo mato, e nem de outro modo podia sr, com gente tão movediça e rala e desconfiada e dispersa por espaços sem fim. Um estudo desenvolvido da cultura dos Bochimanes exigiria vários anos de contacto permanente e o domínio de sua estranha e difícil língua, para não falar, já se vê, de outras e adequadas aptidões profissionais e de amplos recursos económicos. [...] “A bibliografia de que pude lançar mão. concernente aos nossos !khũ, foi escassa e, sobre isso, pouco elucidativa, se exceptuar o magnífico estudo de Estermann, no primeiro volume da sua Etnografia do Sudoeste de Angola, e a valiosa dissertação de Carlos A. M. de Oliveira Santos sobre os Vassekele do Cuando, apresentada, em 1958, na cadeira de Instituições Nativas do Curso de Altos Estudos Ultramarinos. [...]”

Com dedicatória do autor. Na lombada da capa da brochura com alguma sujidade.

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