Sem imagem

CARVALHO (Joaquim Martins de).— OS ASSASSINOS DA BEIRA. Novos apontamentos para a Historia Contemporanea. 2.ª edição. Coimbra Editora, Lda. [...]. Coimbra. 1922. In-8.º de VII-[I]-449-[I] págs. E.

Subsídio de relevante interesse para a história dos conturbados tempos que se seguiram aos da Guerra Civil, travada entre liberais e absolutistas.
“ [...] A história das atrocidades practicadas na Beira em seguida ás guerras civis é uma lição que deve aproveitar a todos. São ellas consequencia funesta de causas ainda mais funestas. A desordem arrasta comsigo um cortejo de desgraças que se multiplicam e extendem por largo espaço de tempo. Abrem-se e rasgam-se as feridas; e ainda que se curem, conservam demorados vestigios, vestigios que muitas vezes gretam e gottejam sangue. Ensarilham-se as armas em 1834; mas á sombra da paz a violoencia desenvolveu-se em assassinatos e roubos, resultado da fraqueza das leis. Estas, como sesabe, só podem dominar com a tranquilidade publica, unida estreitamente com o completo restabelecimento da ordem.
“Uma lucta sangrenta de odios politicos degenerou na vindicta particular e no desentreamento do crime. Eis o que mostraeste livro.
“Sustentámos sempre como liberaes o pendão da causa democratica, symbolizada então em D.Pedro IV; mas estygmatisámos e condemnámos os desacertos e malfeitorias do partido miguelista, desenrolamos com a mesma imparcialidade a pagina negra que enlutou as duas Beiras nos primeirosannos do regimen liberal. D. Miguel entendeu que poderia sustentar-se com a repressão por meio dos supplicios; o liberalismo julgou util viciar o systema eleitoral com a corrupção e cumplicidade dos bandidos. Ambos erraram e ambos amargaram os seus erros. [...]”.

Encadernação modesta; capa de brochura da frente com um pequeno restauro, ilustrada com o retrato e a casa de João Brandão.

P.f. envie-nos a sua mensagem.
Enviaremos a nossa resposta o mais breve possível.