ALMEIDA (Manuel Lopes de).— ARTES E OFÍCIOS EM DOCUMENTOS DA UNIVERSIDADE. I. Século XVII. [II. Século XVIII (1701-1725); III. Século XVIII (1726-1753)]. Coimbra. 1970-1974. 3 vols. In-4.º gr. de VIII-404, IV-416 e IV-416 págs. B.
Importante compilação de documentos que se reportam às artes e às indústrias utilitárias ou de sumptuária, recolhida nos assentos ou termos de resoluções provenientes da Fazenda da Universidade de Coimbra.
Desde logo recordamos a publicação de três volumes que abrangem os anos de 1589 a 1604; 1592 a 1610 e 1630 a 1650, também coligidos por Lopes de Almeida e dados à luz da imprensa pela Universidade de Coimbra. [por nós apresentado sob o n.º 11507].
“ [...] Em grande parte [...] esta documentação conjuga-se com outra há tempos publicada, [...].
“ [...] será possível extrair de uma vasta colecção documental as ideias gerais que ela proporcione, isto é, reflectir e fundamentar con certasegurança algumas considerações de demografia profissional.
“Poderá dizer-se, que essa intenção se circunscreve em âmbito regional, à primeira vista restrito, mas o que se oferece e propõe tem significadomais amplo. O estudo da demografia profissional é, desde logo, um capítulo fundamental da história dos mesteres e, como tal, uma inserção valiosa no domínio da história social e económica, um conjunto sintomático de valorização pessoal e de ascendência na colectividade. [...].
“A informação sensível buscou-se principalmente nos actos públicos ede expressão jurídica do património e patrocínio de uma instituição, a Universidade, que, servida de meios e de recursos próprios, aliás opulentos, tornaram a sua predominância intelectual e social extensiva a todo o nosso país. Deste modo, demografia profissional, história dos mesteres, relevância económica e social, quando consideradas em seus próprios termos, sentido e desenvolvimento, inserem-se com alta significação no complexo da vida nacional, nas mutações do existir quotidiano, na ânsia de progressiva libertação individual e de ascendência familiar.”
“Ideias e factos, pessoas e comunidade, no fundo rasgo que abriram e determinaram dois séculos, tudo isso proporcionou o alvorecer e o enraízamento de uma nova cidadania, que influenciou e dominou na sociedade portuguesa. Da oficina à cátedra, do mester à nobreza da toga, da loja do mercador à edilidade, da tenda do artifice ao cume da vida eclesiástica, não são senão os passos firmes e às vezes desenvoltos de umas gentes a caminho de segura promoção social e de inteiro vulto no primeiro plano da vida pública.
Edição acompanhada de importantes índices onomástico e topográfico.
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