DIAS (Baltasar).— AUTO DE SANTA CATARINA // DE // S.TA CATHARINA, // [xilogravura com a imagem de Santa Catarina] // OBRA NOVAMENTE FEITA DA VIDA DA // Bemaventurada Santa Catharina Virgem, e Martyr, filha del Rei Cesto de Alexandria; // em a qual se conta seu martyrio, e glorioso fim, e he mui devota, e contemplativa. // ‘FEITA POR’ // BALTHAZAR DIAS. // ‘Interlucutores [sic] Santa Catharina, sua mãi, hum Ermitaõ, Christo, N. Senhora, // hum pagem, o Imperador Maxencio, e a Imperatriz, e Profirio seu Pagem, // hum Alcaide, e tres Doutores chamados Jonas, Abitar, e Sylvano, e hum Anjo.’ // LISBOA: // Na Officina de FRANCISCO BORGES DE SOUSA. // Anno de MDCCLXXXIX. // — — — — — — // ‘Com licença da Real Meza Censoria.’ In-4.º de 31-I págs.
Raro ‘folheto de cordel’ não registado por Inocêncio, pormenorizadamente descrito por José dos Santos no ‘Catálogo da Livraria de Azevedo-Samodães’. Barbosa Machado regista o nome do autor, “natural da Ilha da Madeira e hum dos celebres Poetas que floreceraõ no Reynado delRey D. Sebastiaõ principalmente na composiçaõ de Autos em, que mostrou a grande erudição que aprendera pelos ouvidos por ser cego de nascimento. (...)”. Também Innocêncio se refere a este autor dizendo: “O que é innegavel, sejam ou não de Balthasar Dias essas obras que andam em seu nome, é que ellas tem tido (se não todas, a maior parte) repetidas reimpressões: e que apesar dos erros de que andam cheias, que muitas vezes desfiguram o sentido, tem toques tão nacionais, e tão gostosos para o povo, que ainda hoje são procuradas e lidas tanto em Lisboa como nas provincias. (...)”.
Com ténues manchas de água, conserva as margens intactas.